Acadêmicos do 1º período do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Fametro participaram, nesta quarta-feira (20), de uma aula prática no Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus. A atividade integrou a disciplina de Bem-estar Animal: Deontologia e Ética na Medicina Veterinária e proporcionou aos estudantes contato direto com espécies da fauna amazônica e com a rotina de conservação animal.
Durante a visita, os alunos realizaram avaliações de parâmetros relacionados ao bem-estar animal, aplicando na prática os conteúdos discutidos em sala de aula. A experiência também permitiu aos acadêmicos conhecer diferentes áreas de atuação da Medicina Veterinária, especialmente ligadas à preservação ambiental e ao manejo de animais silvestres.
A médica veterinária do zoológico do CIGS, tenente Bazzi, destacou que a aproximação dos estudantes com instituições de conservação contribui para ampliar a visão profissional dos futuros veterinários.
“É extremamente importante a visitação dessas instituições pelos cursos de Medicina Veterinária, porque eles conseguem conhecer um pouco do trabalho do médico veterinário fora daquela realidade de cães e gatos e entender como funciona a parte de conservação, além da chegada desses animais, muitos frutos de tráfico, apreensão e comércio ilegal aqui da nossa região”, explicou.
Segundo a professora Gisele Santos, responsável pela disciplina, a atividade ajuda os estudantes a compreenderem, ainda nos primeiros períodos, a dimensão ética e ambiental da profissão.
Para os acadêmicos, a visita também representou uma oportunidade de aproximar teoria e prática. O representante da turma A, Iann Pontes, ressaltou a importância do contato direto com os animais e com o trabalho desenvolvido pelo zoológico.
“Essa aula foi muito legal. A gente conseguiu relacionar tudo o que viu na teoria com a prática. Foi muito bom ver esses animais de perto e conhecer um lugar tão importante para a conservação ambiental”, comentou.
Além do aprendizado técnico, a atividade reforçou a importância da conscientização ambiental e do trabalho realizado pelo zoológico do CIGS, que acolhe animais vítimas de tráfico, apreensões e outras situações de vulnerabilidade na região amazônica.

