Comemorado em 4 de janeiro, o Dia Mundial do Braille celebra o nascimento de Louis Braille, criador do sistema de escrita tátil desenvolvido em 1809. A data homenageia sua contribuição essencial para a educação e comunicação das pessoas com deficiência visual, fortalecendo a inclusão e o pleno exercício dos direitos humanos.
No Amazonas, o Centro Universitário Fametro é referência na promoção de uma educação inclusiva, aplicando metodologias inovadoras que garantem o acesso de alunos com deficiência visual a um aprendizado de qualidade.
A professora Dorvalina Barreto, especialista em práticas pedagógicas inclusivas, destaca o uso de recursos como a reglete e a punção no processo de alfabetização em braille. “Os materiais pedagógicos são feitos de papelão, EVA, caixas de ovos e outros itens simples, com o objetivo de ensinar o Braille de forma prática e acessível”, explica.
Dorvalina reforça que as atividades práticas em sala de aula incentivam a inclusão e o aprendizado colaborativo. “Os alunos de graduação aplicam seus conhecimentos com estudantes da educação infantil, do ensino fundamental I e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Trabalhamos a coordenação motora, apresentamos os instrumentos – reglete e punção – e seguimos uma sequência didática que começa pelo alfabeto, passa por frases e textos, e, posteriormente, aborda números, símbolos e pontuação”, detalha a professora.
Como parte das oficinas realizadas na instituição, os acadêmicos do curso de Pedagogia desenvolveram o livro infantil Bela: A Abelha Inclusiva, em braille. A atividade permitiu aos estudantes aplicar na prática os conhecimentos adquiridos. Para a aluna Marcilene Silva, a experiência foi transformadora. “Aprender braille é gratificante e essencial para nós, futuros pedagogos. É indispensável saber lidar com pessoas com deficiência visual, compreender sua linguagem e nos comunicar de maneira eficaz”, afirma.
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