Profissionais analisam os desafios e transformações do jornalismo diante das tecnologias e da mudança no consumo de informação
O jornalismo mudou — e continua mudando. A forma de produzir, empacotar e entregar a notícia já não é a mesma. E isso não é apenas uma impressão, é uma constatação de quem vive o dia a dia da comunicação. Conversamos com o professor universitário do Centro Universitário Fametro Rômulo Araújo, que há mais de uma década acompanha essa transição.
“O jornalismo, na verdade a comunicação de forma geral, vem mudando muito — e cada vez mais rápido”, afirma. “Eu me formei em 2010, numa época pré-WhatsApp, pré-Instagram… E aí você começa a ver essas redes sociais afetando não o jornalismo em si, mas a forma como ele é produzido e entregue ao público.”
Para Rômulo, uma das principais mudanças está na proximidade com o público. “As pessoas passaram a demandar pautas e temas. O jornalista já não é mais apenas o caçador de histórias, mas também o receptor direto das dores e interesses da sociedade”, explica.
Rômulo Araújo, (foto arquivo pessoal)
No entanto, nem todas as mudanças são positivas. O professor aponta o crescimento das fake news como um dos maiores desafios da atualidade. “A desinformação é um problema sério, e o bom jornalismo tem o dever de despertar a sociedade para isso.”
Por outro lado, ele reconhece as oportunidades do cenário digital. “A inteligência artificial está aí, e não veio para substituir, mas para somar. Assim como as lives, as plataformas digitais, os novos formatos de conteúdo… Onde há público consumindo, deve haver jornalista produzindo com veracidade e apuração”, defende.
Na prática: o novo jornalista
Na outra ponta dessa transformação está quem chegou agora ao mercado. Gabriel Lopes, recém-formado pelo Centro Universitário Fametro, é um dos rostos dessa nova geração de profissionais. Hoje ele atua como jornalista no portal e jornal da Rios de Comunicação — e não se limita a um só formato.
“O jornalista precisa se adaptar o tempo todo. Trabalho como repórter multimídia: produzo material audiovisual, escrito e impresso”, explica. Gabriel destaca a importância de entender tanto as mídias tradicionais quanto as novas para conseguir integrar linguagens e atender às demandas do público.
Segundo ele, a formação oferecida pela Fametro foi essencial nesse processo. “A faculdade oportuniza muito esse tipo de aprendizado no dia a dia do curso. Essa vivência prática é o que nos prepara para a realidade do mercado.”
Entre algoritmos, plataformas e novas tecnologias, o bom jornalismo continua sendo feito — agora, com mais ferramentas e desafios do que nunca.
Gabriel Lopes e Dra Maria do Carmo Seffair (foto arquivo pessoal)Gabriel Lopes (foto arquivo pessoal)