No último sábado (17), os alunos do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Fametro participaram de uma aula prática da disciplina de Zoologia, realizada no Zoológico do Tropical Hotel da Amazônia. A atividade proporcionou uma imersão direta no estudo da fauna silvestre amazônica, permitindo que os estudantes compreendessem, na prática, aspectos fundamentais da biologia, nutrição e manejo de diversas espécies.
Durante a visita, os alunos foram orientados sobre a importância da existência e manutenção de zoológicos como espaços de preservação e estudo. Os animais presentes não são patrimônio do zoológico, e sim da União. Isso significa que, sempre que houver necessidade científica, eles podem ser realocados para locais mais adequados ao bem-estar da espécie.
A aula abordou também a adaptação dos recintos conforme as exigências da Instrução Normativa nº 07 do IBAMA, que estabelece diretrizes específicas para cada espécie. Os estudantes puderam observar de perto como são planejadas as ambientações, conhecer as dietas específicas de cada animal e entender a importância da reposição de proteínas em cativeiro, como por meio de tenébrios, camundongos, mel de abelha e ovos de codorna.
Entre os animais do zoológico, um deles chama a atenção dos visitantes: a macaca Nina, da espécie macaco-aranha-da-barriga-branca. Ela ficou conhecida nacionalmente por interpretar a personagem Zuzu no filme Tainá 2 – Uma Aventura na Amazônia, lançado em 2004. Nina é hoje um dos símbolos do zoológico, destacando a importância da conservação da fauna amazônica.
“Poucas instituições oferecem a chance de ter contato direto com animais silvestres dentro da disciplina de Zoologia. Essa vivência prática enriquece o aprendizado dos nossos alunos, permitindo que eles estudem a fundo a fauna da nossa região”, ressaltou Nonato Amaral, biólogo e responsável técnico do zoológico.
Nonato Amaral, biólogo e responsável técnico do zoológico. (Foto/ Assessoria de Comunicação)
Além da observação, os estudantes também participaram de atividades como a manipulação supervisionada de animais menos sensíveis ao estresse, como os quelônios, o que possibilitou práticas de sexagem e aprendizado sobre a longevidade das espécies.
De acordo com a reitora do Centro Universitário Fametro, professora Maria do Carmo Seffair,“ações como essa reforçam o compromisso da Fametro com uma formação prática e de excelência, conectada à realidade da nossa região e à valorização da biodiversidade amazônica.”