O impacto financeiro enfrentado por famílias neurodivergentes foi tema de um projeto desenvolvido por acadêmicos do curso de Biomedicina da Fametro, no município de Borba. A iniciativa buscou discutir os desafios econômicos vividos principalmente por famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista, realidade considerada ainda pouco debatida em cidades do interior do Amazonas.
Com o tema “Educação Financeira: o impacto financeiro nas famílias neurodivergentes de Borba”, o projeto analisou como despesas com terapias, medicamentos, consultas médicas e deslocamentos para atendimentos especializados afetam o orçamento das famílias atípicas. Segundo os acadêmicos envolvidos, a proposta surgiu da necessidade de ampliar o debate sobre inclusão e acesso a serviços especializados fora dos grandes centros urbanos.
Além de investigar os principais desafios financeiros enfrentados pelas famílias, o trabalho também buscou compreender como a educação financeira pode contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas neurodivergentes. Entre os pontos abordados estiveram organização financeira, acesso a benefícios sociais e dificuldades relacionadas ao acompanhamento multiprofissional.
Como parte das atividades, os estudantes promoveram uma palestra voltada a mães atípicas da comunidade. O encontro reuniu familiares, profissionais da saúde, educadores e representantes da assistência social em uma roda de conversa sobre os desafios cotidianos enfrentados pelas famílias neurodivergentes.
Durante a ação, os participantes compartilharam experiências relacionadas ao acesso limitado a serviços especializados, como acompanhamento com neurologistas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. De acordo com os acadêmicos, essas dificuldades impactam diretamente no desenvolvimento e na qualidade de vida das pessoas neurodivergentes.


