Das divertidas risadas de Dona Hermínia em Minha Mãe é uma peça à luta do Capitão Nascimento contra o crime e a corrupção em Tropa de elite, o cinema brasileiro conta uma história diversificada desde 1896, quando começou a ser projetado no Rio de Janeiro.
Em 5 de novembro de 1896, na Rua do Ouvidor, na capital carioca, foram exibidos oito pequenos filmes, cada um com cerca de um minuto, voltados para a elite. Os primeiros filmes mostravam cenas cotidianas, como Chegada do trem em Petrópolis e Bailado de crianças no Colégio, no Andaraí. No campo da ficção, as produções iniciais exploravam crimes noticiados nos jornais, como Os estranguladores (1906), de Francisco Marzullo, e O Crime da mala (1908), de Francisco Serrador.
Esse crescente interesse pelos filmes nacionais sofreu um golpe em 1912, quando a Marinha Brasileira censurou uma produção que retratava a rebelião dos marinheiros contra o uso da chibata. Após esse episódio, os filmes estrangeiros, especialmente os de Hollywood, passaram a dominar as telas brasileiras, favorecidos pela isenção de taxas alfandegárias.
Na década de 1930 viu o surgimento da Cinédia, o primeiro grande estúdio brasileiro, responsável por lançar a carreira da icônica Carmem Miranda. Em 1949, a Companhia Cinematográfica Vera Cruz estreou no cenário, e em 1953 seu filme O Cangaceiro, de Lima Barreto, foi o primeiro brasileiro a vencer o Festival de Cannes na categoria aventura.
Uma nova fase para o cinema brasileiro iniciou-se com a criação da Secretaria para o Desenvolvimento do Audiovisual e a Lei do Audiovisual, em 1993, quase um século após a primeira exibição nacional. Esse impulso levou a uma maior visibilidade internacional. Muitos historiadores consideram Carlota Joaquina – A Princesa do Brasil (1994), de Carla Camurati, um marco na retomada do cinema brasileiro. Nos anos seguintes, produções como O Quatrilho (1995), O Que é Isso, Companheiro? (1997) e Central do Brasil (1998) foram indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Filmes como Carandiru (2003), Lavoura Arcaica (2001), Amarelo Manga (2003) e Cidade de Deus (2002) foram reconhecidos em festivais internacionais. Em tempos mais recentes, produções independentes de Kleber Mendonça Filho, como Aquarius (2016) e Bacurau (2019), também conquistaram grande prestígio no cenário cinematográfico mundial.
Entre os sucessos de bilheteria, destacam-se Nada a Perder (2018), Minha Mãe é uma Peça 3 (2019), Os Dez Mandamentos: O Filme (2016) e Tropa de Elite (2007), que alcançaram mais de 11 milhões de espectadores.
Neste Dia do Cinema Brasileiro, celebrado em 5 de novembro, lembramos e celebramos a trajetória de sucesso do cinema nacional, que continua sendo um diferencial para o público dentro e fora do Brasil.
