Na última segunda-feira (1º), acadêmicos do curso de Enfermagem do Centro Universitário Fametro participaram do Workshop Saúde das Populações Indígenas, Ribeirinhas e Étnico-Raciais, evento que reuniu estudantes e pesquisadores dedicados ao estudo das realidades de saúde na Amazônia.
Durante o encontro, os alunos apresentaram seus artigos na área de saúde indígena, entre eles o trabalho “Cuidar Amazônico: ações de saúde para povos indígenas da Aldeia Kainã”, desenvolvido pelos acadêmicos Ana Anjos, Bruna Souza, Erik Souza, Evelyn Oliveira, Fernanda Gomes, Iasmin Dias, Larissa Araújo, Maisa Batista e Paulo Souza, sob orientação de Elcivana Leite Paiva Pereira e Francisco Cosme da Silva e Silva.
Uma experiência extensionista na Aldeia Kainã
A ação foi realizada na aldeia Kainã, no município de Manaquiri (AM), junto à etnia Munduruku. O projeto integrou práticas de saúde com respeito às tradições, fortalecendo o diálogo intercultural e a valorização da cultura indígena. Diante das condições típicas da região amazônica, como acesso limitado, doenças transmissíveis e vulnerabilidades socioambientais o Cuidar Amazônico buscou unir ensino, pesquisa e comunidade para compreender determinantes sociais, promover cuidado sensível às especificidades culturais e fortalecer o SUS. A iniciativa também contribuiu para a formação cidadã e humanizada dos acadêmicos.
Resultados e discussões
O projeto evidenciou avanços importantes, entre eles:
- fortalecimento do diálogo intercultural com a comunidade;
- valorização de práticas tradicionais, como o trabalho de parteiras e agentes indígenas de saúde;
- ampliação da conscientização sobre saúde da mulher, especialmente no climatério e menopausa;
- desenvolvimento de competências essenciais pelos acadêmicos, como empatia, comunicação e liderança.
A atividade gerou impacto social positivo, reforçou a valorização cultural e contribuiu significativamente para o fortalecimento do SUS na região.
Produção científica em destaque
Ao todo, mais de dez artigos foram apresentados por estudantes da Fametro nas áreas de saúde indígena e ribeirinha, consolidando a instituição como um polo de formação comprometido com a realidade amazônica e com a promoção de práticas de saúde integradas às comunidades tradicionais.
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