[vc_row][vc_column][vc_column_text]Parafraseando o título do filme Ao mestre com carinho (To Sir with Love, 1967), homônimo de um livro, inicio uma reflexão sobre a condição desse profissional essencial para a formação de todos os outros profissionais. Outubro, característico por privilegiar o trabalho de conscientização e prevenção ao câncer de mama, também é o mês do profissional que poderia ser homenageado com as cores do espectro solar, pois é ele que propicia a construção de indivíduos que irão certamente cuidar de todos os outros nas mais variadas especialidades de profissões.
Mas quem é esse ser que sai de sua casa para cuidar do crescimento do outro imbricando a educação que deve vir do lar, de casa, da família a instrução que juntamente transforma vida? Qual a importância desse ser carregado de experiências, lutas e esforços dirigidos a doar de si o melhor para que o outro possa crescer e se descobrir? Um ser que se permite e permite crescer junto a esse outro em uma inigualável viagem onde se é inundado de descobertas.
Ao começar a escrever, lembro de minha primeira e inesquecível Professora, minha Mãe, que era professora dentro de casa e também de uma série de outros filhos que ela começou a agregar na Escola Diana Pinheiro, no Educandos, e viajo no tempo e revejo não a primeira na escola, mas a que primeiro me marcou, minha professora Odete, no longínquo ano de 1973 na Escola Nossa Senhora de Nazaré, na cidade de Manaus, pessoas fascinantes que na época eram o registro fiel de integridade, moral e respeito.
Também lembro de quando certa vez perguntado, era eu um menino de dez anos de idade, se queria ser professor, e respondi rapidamente: não, não, professor morre pobre, a visão já voltada ao capitalismo ou simplesmente ao fato de ver toda a luta de meus pais para esticar o salário até o final do mês. Ledo engano meu, pois cedo entrei na sala de aula e já se vão lá trinta e cinco anos divididos nos mais variados níveis educacionais. Mudou aquele meu primeiro conceito? Talvez, senão não conseguiria todo esse tempo.
E aí podemos questionar: mas como perdurar tanto em uma profissão que, hoje, carrega um estigma de não fazer nada, pois quando somos interpelados por alguém sempre nos questionam: você só dá aulas? E esse só muitas vezes gera um engasgo, pois não sabem todas as obrigações que um professor carrega consigo, pois, o seu expediente não termina quando ele registra seu ponto ou assina o livro de frequência.
A sala de aula se estende à sua casa, à sua família. São provas para corrigir, aulas para elaborar, notas para lançar, pesquisas a fazer, cobranças do aluno, da coordenação, da direção, do grupo pedagógico, trabalhos, trabalhos e trabalhos, onde muitas das vezes tomam o espaço de sua sala, quarto e todas as dependências possíveis e ainda perguntam: você só dá aulas?
Em tempos de pandemia, foi necessário, e de forma urgente, se reinventar, pois, muitos precisaram comprar equipamentos eletrônicos novos, usar sua internet, transformar um espaço de sua casa em sala de aula, arrumar decoração, trocar decoração e aprender na força e na garra para não deixar seus pupilos sem o acompanhamento que o levará em busca de seus sonhos.
Parabéns a esses guerreiros e essas Amazonas que lutam bravamente no cotidiano de um país que ainda não descobriu, ou perdeu, o valor do ser que transforma mundos e forma todos os outros profissionais, onde muitas das vezes incompreendido, achincalhado e desmotivado, mas que traz de dentro de si, de suas veias, de seu sangue, a motivação para continuar o seu trabalho tão importante no processo de possibilitar ao outro a descoberta de novos horizontes. Então, além de rosa professor, o azul, o vermelho, o lilás, o verde, o branco, o preto é todo seu durante o ano inteiro.
Ao mestre com carinho, meu aplauso, minha reverência e meu orgulho em também poder dizer: EU SOU PROFESSOR.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/4″][mk_image src=”https://noticias.fametro.edu.br/wp-content/uploads/2020/10/foto-artigo-110.jpg” image_height=”500″][/vc_column][vc_column width=”3/4″][vc_column_text css=”.vc_custom_1603376186224{margin-bottom: 0px !important;}”]O autor é Mestre em Psicologia, Especialista em Clinica Social e Professor da
Fametro.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]
