Na última segunda-feira (23), foi realizada a campanha “Setembro Verde”, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos. Instituída pela Lei 15.463/2014, a campanha é realizada anualmente no dia 27 de setembro, data que marca o Dia Nacional da Doação de Órgãos.
O Brasil se destaca por ser pioneiro em várias áreas da medicina, além de contar com o maior sistema público de transplantes do mundo. Aproximadamente 90% dos transplantes realizados no país são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para garantir a eficácia do sistema, todos os hospitais, sejam eles públicos, privados ou filantrópicos, são obrigados a manter uma Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT).
A campanha contou com uma palestra no auditório Naide Lins, ministrada pela Dra. Francisca Felix, que atualmente lidera a Unidade de Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) e também atua na Central de Transplantes do Amazonas. Além de sua atuação no HUGV, Dra. Francisca colabora na formação de novos profissionais, orientando programas de iniciação científica na Fundação Hospital Adriano Jorge.
O processo de doação de órgãos
O processo de doação de órgãos é altamente rigoroso. O primeiro passo é o diagnóstico de morte encefálica, que ocorre em casos de lesões cerebrais graves, como traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC). Após a confirmação da morte encefálica, a família do potencial doador deve autorizar a doação.
Com a autorização familiar, a equipe médica realiza uma série de exames para avaliar a saúde dos órgãos, garantindo que não haja risco de doenças infecciosas para os receptores. Exames de compatibilidade também são conduzidos para assegurar que os órgãos possam ser transplantados com sucesso em pacientes aptos a recebê-los.
A campanha “Setembro Verde” é mais um esforço para informar a população sobre a importância da doação de órgãos, um ato que pode salvar muitas vidas.
