Embora pouco discutido, o modal aquaviário transporte de cargas realizado por vias fluviais e marítimas é responsável por 99% das cargas movimentadas no comércio internacional.
No entanto, a realidade é bem diferente no Brasil. Apenas 14% das cargas utilizam esse modal, de acordo com o Portal da Infraestrutura do Governo Federal. A falta de investimentos e planejamento no setor é apontada como um dos principais fatores que contribuem para o desequilíbrio na matriz de transportes do país.
O modal aquaviário brasileiro é predominantemente utilizado para o transporte de produtos de baixo valor agregado, como petróleo, carvão, minério de ferro, cereais, bauxita e alumínio.
No Norte do Brasil, o cenário tem algumas particularidades. Recentemente, alunos do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Fametro realizaram uma visita técnica ao Porto Chibatão, em Manaus, onde puderam conhecer de perto a logística aquaviária da região. Durante a visita, os estudantes aprenderam sobre o impacto da estiagem nos rios, as normas de entrada e saída de mercadorias, e a importância estratégica dos portos para o abastecimento local.
No SuperTerminais, a comitiva pôde acompanhar o trabalho da Receita Federal com as aduanas e entender como o investimento em infraestrutura evitou que Manaus sofresse com a falta de abastecimento, mesmo em períodos críticos de estiagem. Além disso, foi possível conhecer as operações de mercadorias nacionais e importadas, os processos de arrecadação e as investigações conduzidas pelos órgãos fiscais.
A experiência proporcionou uma visão clara dos desafios e da importância do modal aquaviário para a logística no Brasil, especialmente no Norte, onde o transporte fluvial desempenha um papel crucial no abastecimento e desenvolvimento da região.

