Nesta quarta-feira (15/6), o Centro de Práticas Jurídicas (CPJUR), em parceria com a Fametro, realizou um debate sobre a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) para a sociedade, no auditório Naíde Lins, situado na Unidade 2 da instituição (Av. Constantino Nery, 3000, Chapada).
O evento foi voltado para os alunos da área de saúde e contou com a participação do diretor administrativo da Fametro, Wellington Jr, como mediador; do coordenador do Núcleo de Educação Política e Renovação (NEPR) e diplomata, Arthur Virgílio Neto; da médica e coordenadora adjunta do curso de Medicina da Fametro, Dra. Maria Eugênia; da professora, Mestre em Ciências da Saúde e Doutora em Biotecnologia na área da saúde, Fabiane Veloso; e do enfermeiro, Mestre e Doutorando em doenças tropicais, Igor Castro.

“Essa palestra foi extremamente esclarecedora para os alunos entenderem a importância do SUS e as falhas que existem na gestão desse sistema, além de dar espaço para também discutir sobre o uso correto dos recursos públicos”, comentou a reitora da Fametro, Maria do Carmo Seffair.
Para a médica Maria Eugênia, o debate foi necessário para discutir a importância do profissional e do usuário dentro do contexto do sistema e sobre as dificuldades que o permeiam.
“Sabemos que o SUS tem um projeto muito bom para atender a população, mas aqui tivemos uma excelente discussão sobre aquilo que nos atrapalha, o que fazemos como profissionais e o que podemos cobrar como usuário”, destacou a médica.
Durante o evento, os participantes puderam fazer questionamentos aos debatedores, como a qualidade do atendimento nas unidades de saúde.
Segundo o professor Igor Castro, um dos pontos para o bom funcionamento dos atendimentos é que haja uma colaboração entre o servidor da unidade e o usuário.
“Hoje existe uma questão que o usuário muitas vezes demora pra buscar ajuda médica, algo que poderia ser facilmente diagnosticado vira um processo mais demorado devido a isso. O outro ponto é a educação, no sentido de que, por exemplo, na UBS ele tem que estar para prevenção e nos hospitais e SPAs algo de urgência e emergência, então é importante que o usuário tenha essa consciência também”, apontou.
Outra questão levantada no debate, se relaciona com a saúde nos interiores e com a população indígena. De acordo com Fabiane Veloso, que atuou como Enfermeira Assistencial no Polo Base Belém do Solimões e no Polo Base Umariaçú I/ DSEI Alto Rio Solimões/FUNASA, em Tabatinga, o atendimento com os indígenas requer uma abordagem diferente.
“Existem várias diferenças e o paciente indígena nos traz muitos desafios, começando pela logística e a fala, se não tivermos um tradutor, mas o feedback deles é extremamente maravilhoso, pois sempre ficam agradecidos por terem um enfermeiro, um médico para cuidar deles dentro das aldeias. É uma gratidão de ambas as partes”, explicou.
