Os acadêmicos do 2º período do curso de Estética e Cosmética da Faculdade Amazonas, instituição de ensino superior do Grupo Fametro, levaram a discussão sobre o “racismo cosmético” à Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Beatriz Bezerra, no município de Manacapuru.
O termo “racismo cosmético”, criado pelo maquiador Tássio Santos, refere-se à falta de representatividade de pessoas negras na indústria da beleza, especialmente quando marcas não oferecem tonalidades de maquiagem que atendam a todos os tons de pele.
Durante a ação, os estudantes abordaram os impactos desse problema, que afeta diretamente a autoestima e a confiança de homens e mulheres negros. Também enfatizaram a importância da conscientização e do combate ao “racismo estético” — um preconceito voltado para tipos de cabelo afro e outras características estéticas de pessoas negras.
A atividade incluiu ainda a história de Maria do Carmo, primeira brasileira a desenvolver produtos cosméticos voltados para pele negra. Negra e pioneira, Maria do Carmo fundou a Muene Cosméticos em resposta à falta de produtos adequados para sua pele e foi também professora de inglês e francês.

