Linha do Tempo do Voto Feminino no Brasil
- 1791 – Durante a Revolução Francesa, a questão da cidadania feminina é discutida. Marie Gouges declara os direitos naturais e imprescritíveis da mulher e do homem à liberdade, segurança e resistência à opressão.
- 1889 – Com o fim da monarquia no Brasil e a proclamação da República, inicia-se a criação de uma nova Constituição. A inclusão das mulheres como eleitoras gera controvérsias, e o texto final de 1891 não esclarece se as mulheres têm direito ao voto, deixando isso em aberto.
- Década de 1890 – Surgem movimentos femininos, como o de Leolinda de Figueiredo Daltro, que luta pela inclusão das mulheres na política e na educação, alfabetizando populações indígenas e apoiando a emancipação feminina.
- 1922 – Fundada a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), que fortalece o movimento sufragista no Brasil e assume papel de destaque na luta pelo direito ao voto feminino.
- 1927 – O Senado retoma a discussão sobre o direito ao voto feminino. A FBPF intensifica a campanha, enviando cartas e protocolando um abaixo-assinado com cerca de 2 mil assinaturas.
- 1930 – Getúlio Vargas assume o governo e manifesta apoio à causa feminista. Em 1931, recebe as representantes do Congresso Feminista, incentivando a reforma do sistema eleitoral brasileiro.
- 1932 – Vargas institui o direito de voto feminino no Brasil, de forma facultativa, o que permite pela primeira vez a participação feminina nas eleições.
- 1933 – Realiza-se a primeira eleição com mulheres votando e concorrendo. Sete mulheres disputam cadeiras na Assembleia Constituinte, e Carlota Pereira de Queirós torna-se a primeira deputada federal eleita.
- 1934 – A nova Constituição inclui o voto feminino, consolidando a participação das mulheres na vida política do país. O direito ao voto feminino passa a ser obrigatório em 1965.
- 1946 – Após a queda de Vargas, uma nova Constituição mantém o direito ao voto feminino, reafirmando sua obrigatoriedade e ampliando a participação feminina na vida política.
- Década de 1950 em diante – Mulheres conquistam maior integração política, com nomes como Ivete Vargas, deputada pelo PTB, destacando-se em mandatos até 1968, quando teve seus direitos políticos cassados.
Hoje, o sufrágio universal é uma realidade no Brasil, permitindo o voto igualitário, independente de gênero, educação ou estado civil, consolidando um sistema político democrático.
Fonte: Livro da Edições Câmara sobre o voto feminino no Brasil
