Texto de: Ana Lis- Fametro Noticias
Diante do avanço dos desafios educacionais entre adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, muitos deles com defasagem escolar e dificuldades de alfabetização, o Centro Universitário Fametro iniciou, neste semestre, um projeto de extensão que aposta na educação como ferramenta de ressocialização.
Intitulada “Educação e Ressocialização: Alfabetização e Formação Cidadã em Unidade Socioeducativa”, a iniciativa será desenvolvida ao longo de 2026 no Centro Socioeducativo Assistente Social Dagmar Feitosa, em Manaus, com a participação de acadêmicos dos cursos de Pedagogia e Serviço Social.
A proposta é atuar diretamente com adolescentes em regime de internação, promovendo alfabetização, letramento e formação cidadã, com foco na reconstrução de trajetórias e na reinserção social.
Parceria enfrenta déficit educacional
Segundo a diretora da unidade, Cídia Oliveira dos Santos, o projeto surge em resposta a uma realidade preocupante dentro do sistema socioeducativo.
“Muitos dos socioeducandos chegam com grande distorção idade/série, anos afastados da escola e níveis significativos de analfabetismo funcional”, afirma.
Para ela, a iniciativa representa um avanço concreto no atendimento. “Ao começar a ler, esse jovem passa a enxergar novas possibilidades e a projetar um futuro diferente”, destaca.
Educação como instrumento de transformação
A metodologia adotada é baseada na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e na pedagogia social, com atividades como rodas de leitura, produção textual e práticas voltadas à cidadania.
Além do ensino formal, o projeto também contempla o acompanhamento social dos adolescentes, com escuta qualificada e suporte socioeducativo, fortalecendo aspectos emocionais e ampliando perspectivas de vida.
Com previsão de atividades até novembro de 2026, a iniciativa deve atender cerca de 10 socioeducandos.
Para a diretora, o impacto vai além da sala de aula. “A educação é o alicerce para uma sociedade mais justa e equânime”, conclui.
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