O Studio Ghibli, renomado estúdio de animação japonês sediado em Koganei, Tóquio, foi fundado em 1985 e já produziu 24 longas-metragens. Em 3 de agosto de 2014, Toshio Suzuki anunciou uma “breve pausa” para reestruturação após a aposentadoria de Hayao Miyazaki, gerando especulações sobre o futuro da empresa.
Recentemente, o CEO da OpenAI, Sam Altman, anunciou no X (antigo Twitter) que a empresa liberou gratuitamente o gerador de imagens “4o Image Generator” para todos os usuários. A novidade ganhou destaque com a tendência de imagens geradas no estilo do Studio Ghibli, que viralizou nas redes sociais. No entanto, a popularidade da trend também levantou debates sobre o uso de imagens protegidas por direitos autorais. Em apenas uma hora após o lançamento, a ferramenta registrou mais de 1 milhão de acessos.
Para entender melhor o impacto dessa tecnologia no design e na ilustração, conversamos com o professor André Fernandes, docente do curso de Design Gráfico do Centro Universitário Fametro e especialista em Gestão e Marketing. Segundo ele, a inteligência artificial tem provocado reflexões sobre o futuro das profissões criativas.
“Desde o surgimento da inteligência artificial, os profissionais de comunicação têm enfrentado desafios para compreender seus impactos. O designer, em tese, não deveria se preocupar, pois seu trabalho é baseado em metodologias e processos projetivos, e não apenas em produções superficiais como as geradas por IA”, explica Fernandes. No entanto, ele alerta para questões éticas relacionadas ao uso de obras já assinadas por artistas, o que pode configurar infrações de propriedade intelectual.
Para os ilustradores, a IA pode representar uma ameaça, pois a produção artística exige tempo e qualidade, fatores que agregam valor ao trabalho. “Os filmes do Studio Ghibli, por exemplo, são fruto de um processo manual detalhado, e o tempo de espera por uma nova produção gera expectativa e valorização. Se houvesse um novo filme todos os dias produzido por AI, essa exclusividade e reconhecimento se perderiam”, destaca o professor.
Fernandes ressalta que, embora a tecnologia traga facilidades e automatize certas demandas, os profissionais devem se adaptar e encontrar maneiras de integrar a IA ao processo criativo. “A inteligência artificial pode ser uma ferramenta auxiliar, mas a visão artística continua sendo essencial para garantir resultados autênticos e de qualidade”, conclui.
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