A estudante do curso de Pedagogia do Centro Universitário Fametro, Suzyane Freitas da Frota, está entre os 80 candidatos selecionados para a próxima etapa do Desafio LED – Me Dá Uma Luz Aí!, iniciativa do Movimento LED – Luz na Educação, promovida pela Rede Globo em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O programa busca reconhecer e incentivar projetos inovadores voltados à transformação da educação no Brasil.
Suzyane é autora do projeto “Comunicar para Incluir”, que tem como objetivo promover a inclusão escolar de crianças imigrantes, especialmente venezuelanas, que enfrentam desafios de comunicação, adaptação cultural e acesso ao aprendizado nas escolas brasileiras.
Segundo a estudante, a proposta surgiu a partir de sua experiência como pesquisadora na área de educação inclusiva e educação especial, aliada à observação da realidade de escolas em Manaus.
“Ao acompanhar o cotidiano escolar, percebi que muitas crianças imigrantes chegam às salas de aula enfrentando barreiras linguísticas e culturais que dificultam a participação nas atividades e o sentimento de pertencimento. A inclusão também precisa considerar essas diferenças”, explicou.
De acordo com Suzyane, o principal desafio identificado está relacionado à comunicação, fator essencial para o processo de aprendizagem e integração escolar.
“Como pertencer sem entender? Compreendi que, sem comunicação, não existe educação — e muito menos educação inclusiva”, destacou.
A estudante afirma que estar entre os 80 projetos selecionados do Desafio LED representa um reconhecimento importante para a iniciativa e fortalece o propósito do projeto.
“Sou muito grata ao professor Elizandro, que sempre estimula nossa curiosidade pelo aprendizado, e ao professor Albert, que tem sido meu mentor nessa trajetória. Ele esteve entre os cinco finalistas da edição do ano passado e tem contribuído muito para o desenvolvimento da proposta”, afirmou.
Agora, a expectativa é ampliar a visibilidade do projeto e fortalecer estratégias que apoiem professores e escolas no processo de inclusão de crianças imigrantes, especialmente por meio de recursos de comunicação alternativa e práticas pedagógicas sensíveis à diversidade cultural.
Para Suzyane, o reconhecimento também ajuda a ampliar o debate sobre inclusão nas escolas.
“Esse reconhecimento contribui para mostrar que acolher a diversidade linguística e cultural é um passo fundamental para garantir o direito à educação de todas as crianças”, concluiu.
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