Pela primeira vez realizado em Manaus, o 18º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade reúne profissionais, pesquisadores e estudantes de todo o país para debater a saúde planetária sob a perspectiva da equidade, ciência, ancestralidade e sustentabilidade. O evento, organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) em parceria com a Associação de Medicina de Família e Comunidade do Amazonas, conta com o apoio institucional do Centro Universitário Fametro, reforçando o compromisso da instituição com a formação humanizada e de excelência na área da saúde.
Sob o tema “Na Toada da Equidade: Integrando Ciência, Ancestralidade e Sustentabilidade no Cuidado à Saúde”, o congresso traz uma programação robusta, baseada em evidências científicas nacionais e internacionais, com enfoque especial na atenção primária e nos determinantes sociais da saúde.
A coordenadora do curso de Medicina da Fametro, Dra. Mônica Regina Hosannah, acompanha de perto a participação dos estudantes Anna Ellen, Fagner Raulino, Catharine Lopes, Luanna Garcez, Janderson Rodrigues, Bárbara Mattjie, Diego Tomás, Fagner Raulino, Catharine Lopes, Letícia Azevedo e Matheus Dutra. Também participaram os professores Ydrielly Veras Teles e Hiochelson Najibe Ibiapina.
Durante o evento, a acadêmica do 8º período Anna Ellen apresentou o trabalho “Impacto de Habitações Precárias e do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal nos Casos de Hanseníase da Região Metropolitana da Baixada Santista-SP”, destacando como condições socioeconômicas influenciam diretamente a prevalência da doença.
“Minha apresentação investigou o impacto das habitações precárias e do índice de desenvolvimento humano nos casos de hanseníase na Baixada Santista. O estudo concluiu que quanto mais precária é a condição habitacional de um município, maior a incidência da doença. Por outro lado, quanto melhor o IDH, menos casos de hanseníase são registrados. A hanseníase é uma doença com forte impacto social e está mais presente em países com baixo desenvolvimento. Isso reforça como os determinantes sociais da saúde influenciam diretamente em doenças infectocontagiosas”, explicou a acadêmica.
Anna Ellen também ressaltou a relevância de participar de um congresso de grande porte voltado à atenção básica em saúde:
“Participar do Congresso de Medicina da Família e Comunidade é fundamental. A atenção primária é onde tudo começa é a porta de entrada no SUS. Se eu trato a hipertensão do meu paciente em uma UBS, estou prevenindo uma crise no pronto-socorro, uma insuficiência cardíaca. A atenção básica tem o poder de desafogar o setor hospitalar, e isso precisa ser valorizado”, afirmou.
Ela ainda destacou o papel estratégico das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) na prevenção de doenças crônicas e no acompanhamento de gestantes, além da importância das vacinas na saúde pública.
“É na atenção primária que aprendemos a importância do pré-natal, das vacinas e do controle das doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Saber fazer o básico bem feito é essencial para qualquer médico. Buscar conhecer mais sobre a medicina da família e comunidade é um diferencial na formação.”
Para a reitora da Fametro, Professora Maria do Carmo Seffair, apoiar congressos com essa relevância é um reflexo da missão institucional de contribuir com a formação de profissionais éticos, preparados e conectados com as reais necessidades da população:
“É importante que a instituição esteja presente e apoie congressos como o Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade. São nesses espaços que a ciência, a prática e o compromisso social se encontram, fortalecendo ainda mais o papel da universidade na transformação da saúde pública”, destacou a reitora.
A participação da Fametro no congresso reafirma seu compromisso com uma medicina socialmente responsável, baseada em evidências e voltada para o cuidado integral à população.

