Recentemente, acadêmicos da Fametro Itacoatiara empenharam-se em um trabalho na área da Educação Ambiental, focando no impacto das mudanças climáticas na saúde humana. Sob o tema “Impacto Ambiental na Saúde do Corpo e da Mente”, o projeto concentrou-se na prevenção da Dengue e da Febre Oropouche, especialmente durante o inverno amazônico e os períodos chuvosos. O objetivo principal foi conscientizar sobre a importância do comportamento individual na prevenção dessas doenças sazonais.
Durante a execução da transversal, os acadêmicos promoveram diversas atividades, desde oficinas com ludoterapia coletiva até a doação de mudas de plantas, passando por palestras inspiradoras e apresentações de banners sobre educação psicoambiental. Um corredor da alegria na recepção da unidade também foi montado, buscando envolver a comunidade local e promover a conscientização sobre a importância da saúde ambiental.
Febre do Oropouche: Um alerta para a Saúde Pública
A Febre do Oropouche é uma doença viral transmitida no ambiente urbano pelo Culicoides paraensis, também conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Até o momento, não foram registradas transmissões diretas entre pessoas.
Sintomas e Diagnóstico
Os sintomas da Febre do Oropouche são semelhantes aos da dengue e da chikungunya, incluindo dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. Portanto, é crucial que os profissionais de saúde estejam capacitados para diferenciar essas doenças por meio de critérios clínicos, epidemiológicos e laboratoriais, orientando assim as ações de prevenção e controle.
O diagnóstico da Febre do Oropouche é clínico, epidemiológico e laboratorial, sendo obrigatória a notificação de todo caso diagnosticado. Por fazer parte da lista de doenças de notificação compulsória, é classificada entre as doenças de notificação imediata, devido ao seu potencial epidêmico e alta capacidade de mutação.
Tratamento e Prevenção
Não há tratamento específico para a Febre do Oropouche, sendo recomendado repouso, tratamento sintomático e acompanhamento médico. A prevenção continua sendo a melhor estratégia, incluindo o controle de vetores, o uso de repelentes e a eliminação de possíveis criadouros de mosquitos.



