Há, no Programa do Curso de Odontologia do Centro Universitário Fametro, uma Disciplina chamada OPNE (Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais), cujo objetivo é mostrar ao aluno a complexidade do atendimento ao paciente com deficiência física, neurológica, sistêmica ou comportamental.
Para endossar a teoria e como complemento da aprendizagem, foi solicitado aos alunos que realizassem simulação do atendimento odontológico, desde a recepção desses pacientes, coleta de dados, manejo e especificidades dos procedimentos.
Nesse primeiro momento, os temas foram: “Classificação Internacional dos Pacientes com Deficiência”, “Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH)”, Hipertensos e Diabéticos, Interpretação de Exames Laboratoriais, Gestantes (do pré-natal ou terceiro trimestre) e lactantes. Como resultado, foram vivenciadas situações de rotina clínica, a fim de que o aluno não seja surpreendido na sua vida profissional.
COMO SURGIU ESSA DISCIPLINA
Durante a Assembleia Nacional das Especialidades em Odontologia, foram considerados pacientes com necessidades especiais os indivíduos que apresentam doenças e/ ou condições que requerem atendimento diferenciado, por apresentarem alterações mentais, físicas, orgânicas, sociais e comportamentais.
Atualmente, a importância da interação do cirurgião-dentista nas equipes multidisciplinares que atuam no atendimento desses pacientes evidencia que a promoção da saúde bucal, como parte deste contexto amplo, possibilita aos pacientes com necessidades especiais uma qualidade de vida que permite sua interação social, assim como a participação no mercado de trabalho, recentemente conquistada, Desse modo, torna-os produtivos para a sociedade e para eles mesmos.

