De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 6,5 milhões de brasileiros possuem deficiência visual. Desses, aproximadamente 500 mil pessoas com deficiência visual e cerca de 6 milhões apresentam baixa visão. Mas como é, na prática, a realidade da inclusão para essas pessoas?
Para entender esse cenário, conversamos com dois alunos do curso de Pedagogia da Fametro que vivem essa realidade diariamente.
“Inclusão é sinônimo de independência”
Algley Alves, acadêmico de Pedagogia, é deficiente visual e compartilhou sua experiência. “É muito difícil encontrar verdadeira inclusão. Quando você se sente abraçado, acolhido de verdade por um lugar, uma pessoa ou uma instituição que facilita sua aprendizagem e sua autonomia, isso faz toda a diferença. O que nós, pessoas com deficiência, buscamos é independência. Queremos estar em todos os lugares, sermos vistos e bem tratados”, destaca o aluno.
A visão subnormal e seus desafios
Outro estudante de Pedagogia, Matheus Ramos, de 28 anos, tem baixa visão e explica sua condição: “Consigo perceber apenas vultos, e de forma muito sutil”. Ele detalha que a baixa visão ocorre quando há uma grande perda da capacidade visual (inferior a 20% em ambos os olhos), mas com alguma funcionalidade preservada.
Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de quatro milhões de brasileiros sofrem com essa condição. Quando bem orientado por um oftalmologista, um paciente com visão subnormal pode ter sua qualidade de vida significativamente melhorada com auxílios ópticos, como lentes especiais que ampliam a visão e permitem a leitura de textos ampliados.
Principais causas e tratamentos
A visão subnormal não pode ser corrigida com óculos, lentes de contato ou cirurgias como as de catarata e refrativa. Entre as principais causas dessa condição estão a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), o Glaucoma e a Retinopatia Diabética.
A inclusão e o acesso a recursos adequados são fundamentais para garantir que pessoas com deficiência visual tenham independência e qualidade de vida. Histórias como as de Algley e Matheus reforçam a importância de um ambiente educacional acolhedor e acessível.

