Evento organizado por alunos de Educação Física trouxe reflexões sobre acessibilidade, diversidade e superação no esporte
Na manhã do dia (2), acadêmicos do 3º período do curso de Educação Física do Centro Universitário Fametro realizaram a palestra “Alto Rendimento Paralímpico”, com foco na inclusão de pessoas com deficiência no esporte. O evento aconteceu no miniauditório da Unidade 5 e abordou diferentes síndromes e condições que desafiam os atletas paralímpicos, como Síndrome de Down, Stargardt, Artrogripose Múltipla Congênita, Autismo e Distrofia Muscular de Duchenne.
Para a reitora do Centro Universitário Fametro, Profª Maria do Carmo Seffair, “iniciativas como essa reforçam o compromisso da instituição com uma formação cada vez mais inclusiva e democrática, que valoriza a diversidade e o respeito às diferentes realidades dos alunos e da sociedade. A Fametro se orgulha de fazer parte dessa construção, onde ninguém fica para trás.”
Os estudantes Yasmin, Rodrigo Cassius, Hyngred Hellen e Paula Samantha apresentaram uma pesquisa sobre a distrofia muscular de Duchenne (DMD), doença genética degenerativa que afeta, principalmente, meninos. A condição foi descrita pela primeira vez em 1868, pelo médico francês Benjamin Duchenne, pioneiro nos estudos sobre fraqueza muscular progressiva. Durante a apresentação, Yasmin destacou que os sinais são visíveis desde cedo.
“As principais características são a fraqueza muscular progressiva, especialmente nas pernas. Um exemplo comum é a criança que passa a andar na ponta dos pés, com dor. Às vezes, a condição é confundida com o Transtorno do Espectro Autista (TEA)“, explicou a universitária.
Outro momento marcante do evento foi a participação do aluno Kevin Igor da Silva e Silva, do 1º período, que tem paralisia cerebral congênita. Em seu depoimento, ele trouxe uma visão pessoal e inspiradora sobre os esportes paralímpicos e o futuro da profissão. “Todos dizem que Educação Física não dá dinheiro, como se fosse só personal, na academia. Mas não é só isso. Existem muitas áreas onde podemos atuar. Eu escolhi Educação Física porque amo. Não foi indicação, foi paixão”, declarou Kevin, emocionando os presentes.

