O dia 4 de junho, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), marca o Dia Mundial das Crianças Vítimas de Agressão. A data vai além da conscientização: é um chamado à responsabilidade coletiva diante das inúmeras formas de violência física, psicológica e emocional, sofridas por crianças em todo o mundo.
De acordo com o psicólogo e professor Danilo Victor, que ministra a disciplina de Análise Comportamental no curso de Psicologia da Fametro, agressão é todo comportamento intencional com o objetivo de ferir, humilhar ou causar dano. Quando essa violência é direcionada a crianças, os impactos são ainda mais profundos, pois atingem indivíduos em fase de construção de valores como certo e errado, ética e moral.
“A criança que cresce em um ambiente agressivo pode desenvolver baixa autoestima, dificuldades escolares, pensamentos disfuncionais e até reproduzir esse comportamento em outras relações”, explica o professor.
Sinais de alerta
Entre os indícios de que uma criança pode estar sofrendo agressão, o professor Danilo Victor do curso de Psicologia da disciplina Análise Comportamental destaca: Mudanças abruptas de comportamento, agressividade ou isolamento social, brincadeiras com conteúdo violento ou autodestrutivo, medo excessivo de adultos ou recusa ao toque, relatos indiretos ou comportamentos simbólicos.
A distinção entre disciplina e agressão também é essencial. Segundo o professor, a disciplina tem propósito e limites, enquanto a agressão ocorre quando há perda de controle e intenção de machucar.
Como agir em casos suspeitos
Diante de qualquer suspeita de violência, o primeiro passo é denunciar. O Disque 100 (Disque Direitos Humanos) funciona de forma anônima e gratuita, e está disponível todos os dias da semana. Escolas, profissionais da saúde e da educação também devem acionar os Conselhos Tutelares e os órgãos competentes.
Proteger a infância é uma responsabilidade de todos. Uma escuta atenta pode salvar uma vida.
