A inteligência artificial (IA) está se tornando uma ferramenta essencial na academia, oferecendo oportunidades para otimizar a pesquisa, a escrita e a organização de informações. Com o avanço da tecnologia, acadêmicos têm recorrido à IA para acelerar processos criativos e estruturar projetos de forma mais eficiente.
Durante o IX Congresso de Iniciação Científica, conversamos com Felipe Asensi, professor de mestrado e doutorado, sobre a incorporação das IAs no mundo acadêmico. Segundo ele, embora a IA traga benefícios, seu uso requer cautela, já que muitos usuários confiam excessivamente nas respostas geradas pela ferramenta sem verificar a veracidade das informações.
“Não se pode confiar totalmente na IA sem uma supervisão crítica. Um erro comum é usar a ferramenta apenas como um gerador de texto, sem entender o conteúdo que se está produzindo”, explica Asensi. Essa prática pode resultar em informações imprecisas e até em plágio, comprometendo a integridade acadêmica.
Outro desafio destacado pelo professor é a tendência de utilizar a IA de forma superficial, como se fosse uma simples ferramenta de busca. “Muitos acadêmicos ainda utilizam a IA de forma informativa, como se fosse um Google. É essencial ter clareza sobre o que se quer antes de fazer uma pergunta à IA. Sem isso, os resultados podem ser insatisfatórios e confusos.”
Para maximizar os benefícios da IA, é fundamental que os acadêmicos forneçam entradas de qualidade e utilizem a tecnologia para revisão de textos e realização de briefings, por exemplo, sobre autores antes de se aprofundar em suas obras. Essas práticas não apenas aumentam a produtividade, mas também promovem uma compreensão mais profunda do conteúdo.
A presença da inteligência artificial na vida acadêmica é um fenômeno crescente e, segundo o especialista, ainda estamos no início de sua exploração completa. “Estamos no começo de uma revolução que não pode ser ignorada. O futuro acadêmico é híbrido, e a IA fará parte do cotidiano de todos nós”, afirma Asensi.
