O curso de Psicologia do Centro Universitário Fametro promoveu, na última sexta-feira (30), uma atividade de intervenção psicológica com mães atípicas, na Escola Municipal Alberto Macaren. A ação ocorreu no âmbito da disciplina Estágio Básico II, voltada para os alunos do 4° período noturno.
De acordo com o coordenador do curso, Wenderson Oliveira, a atividade foi supervisionada pela professora Julissa Pimentel e integra o estágio básico IV. “Diferente das ações de extensão, essa intervenção faz parte do estágio curricular e foi planejada a partir de uma necessidade específica da escola. Os professores buscaram contato e a escola relatou a importância de trabalhar com as mães atípicas: mães de crianças autistas”, explicou.
Oliveira ressaltou que a temática do autismo costuma receber maior atenção durante o mês de abril, mas o apoio às mães dessas crianças ainda é pouco abordado. “Aqui na Fametro, tivemos uma palestra interdisciplinar envolvendo os cursos de Psicologia, Fisioterapia, Nutrição e Terapia Ocupacional, onde algumas mães compartilharam experiências e até se emocionaram. Foi um momento marcante”, recordou.
A partir dessa vivência, a professora Janice propôs uma mudança na atividade prevista para os alunos do estágio básico IV, direcionando o foco para o cuidado com as mães de crianças autistas. “A ação foi muito positiva. Orientamos essas mães sobre a importância do autocuidado, do equilíbrio psicológico e do manejo emocional necessário para lidar com as demandas familiares. Crianças atípicas exigem atenção redobrada, e o bem-estar das mães é fundamental para o desenvolvimento dos filhos”, destacou Wenderson.
Durante a intervenção, alguns alunos ficaram responsáveis por cuidar das crianças, permitindo que as mães participassem das atividades sem interrupções, uma oportunidade rara na rotina dessas famílias. Além disso, a experiência gerou novas ideias para o próximo semestre, com o objetivo de desenvolver competências voltadas para o autocuidado físico e psicológico dessas mulheres, incluindo o manejo de outros filhos, fortalecendo o entendimento de que o tratamento das crianças atípicas envolve toda a família.

