Dando continuidade à série especial “Mulheres que Movimentam a Educação”, o Centro Universitário Fametro apresenta a trajetória da professora Julieth Lobato, docente da instituição há seis anos e seis meses. Licenciada e bacharel em Educação Física, especialista na área de Didática e mestranda em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas (PPGE/UFAM), a professora atua em disciplinas como Ginástica de Academia, Dança e Folclore, Esportes Aquáticos e Estágio Supervisionado.
Ao longo da entrevista, Julieth compartilha como sua caminhada pessoal e profissional está conectada ao propósito de transformar vidas por meio da educação.
“Minha trajetória sempre foi movida por propósito. Sou personal trainer, professora universitária e pesquisadora na área da educação. Ao longo dos anos, percebi que transformar vidas vai muito além de prescrever treino ou ministrar conteúdo. É sobre enxergar o outro como um ser humano completo”, explica.
Segundo a docente, independentemente do ambiente de atuação, seja na musculação, na pesquisa ou na sala de aula, o compromisso permanece o mesmo: desenvolver autonomia, autoestima, consciência crítica e responsabilidade profissional.
“Transformar vidas, para mim, é formar profissionais competentes, mas também pessoas éticas, sensíveis e preparadas para impactar positivamente a sociedade”, destaca.
Ao refletir sobre o papel da mulher na docência, Julieth ressalta a importância da presença feminina na formação dos estudantes.
“A mulher docente traz uma força que equilibra técnica e sensibilidade. Ocupamos espaços com competência, mas também com escuta, empatia e firmeza. Dentro da Fametro, acredito que nossa principal contribuição está na formação integral dos alunos. Não ensinamos apenas conteúdos, ensinamos postura, responsabilidade, humanidade e liderança”, afirma.
Para a professora, o exemplo das docentes também amplia horizontes para os estudantes, especialmente para as alunas que buscam construir sua trajetória profissional.
“A mulher docente inspira pelo exemplo. Mostra que é possível ocupar espaços acadêmicos, empreender, pesquisa, ser mãe, ser profissional e ser forte sem abrir mão da essência”, acrescenta.
Ao final da entrevista, Julieth deixa uma mensagem às futuras profissionais que hoje estão na universidade e sonham em ocupar espaços de protagonismo.
“Nunca diminuam o tamanho dos seus sonhos para caber nas expectativas dos outros. Estudem, se preparem, busquem excelência. Mas, acima de tudo, acreditem na própria voz. O protagonismo feminino não é sobre competir, é sobre construir, ocupar e permanecer”, conclui.

