O que acontece quando ciência, dedicação e sensibilidade humana se encontram? A resposta vem da trajetória de Lígia Manuela, acadêmica do 10º período de Fisioterapia do Centro Universitário Fametro, que conquistou o 1º lugar como melhor projeto científico no Programa de Atividades de Iniciação Científica (PAIC) 2024/2025.
Com o projeto “Benefícios da Fotobiomodulação no processo de cicatrização das úlceras plantares com sequelas ocasionadas pela hanseníase”, Lígia direcionou sua pesquisa a um tema de impacto social: a realidade de pacientes em tratamento ou já em alta da hanseníase, acompanhados na Fundação Hospitalar Alfredo da Matta.
A hanseníase, doença infecciosa crônica que compromete a pele e os nervos periféricos, frequentemente deixa como sequela úlceras plantares de cicatrização lenta, que se tornam porta de entrada para infecções e acompanham pacientes por anos. Diante desse desafio, a estudante apostou na fotobiomodulação, uma terapia a laser de baixa intensidade que estimula o reparo celular, melhora a vascularização e modula a resposta inflamatória. O resultado foi claro: avanços significativos na cicatrização e na qualidade de vida dos pacientes.
“É muito gratificante perceber que o conhecimento produzido na universidade não fica apenas no campo teórico, mas gera impacto real, seja na assistência, na prevenção ou na reabilitação. Esse prêmio é um reconhecimento ao esforço, dedicação e paixão pela pesquisa, e me motiva a seguir em frente, buscar um mestrado e contribuir ainda mais com a saúde pública”, destacou Lígia.
A conquista reforça a importância da iniciação científica como parte da formação acadêmica, transformando estudantes em profissionais mais críticos, humanos e comprometidos com a sociedade. E mostra que, quando a ciência se alia ao cuidado, o conhecimento se torna ponte entre a universidade e quem mais precisa dela.

