Em 7 de maio de 2022, o Reino Unido notificou a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre um caso confirmado de Monkeypox (varíola dos macacos). O diagnóstico foi feito por meio de RT-PCR em um paciente britânico que havia viajado à Nigéria no fim de abril, com passagem pelos estados de Lagos e Delta. O indivíduo apresentou erupções cutâneas em 29 de abril e retornou ao Reino Unido em 4 de maio, sendo imediatamente isolado após a suspeita clínica. Com base no histórico e nos sintomas, as autoridades sanitárias iniciaram um rastreamento extenso de contatos, abrangendo ambientes de saúde, a comunidade e passageiros do voo internacional.
A varíola dos macacos é causada pelo vírus MPXV, que pertence à família dos Orthopoxvirus. De acordo com a Classificação de Baltimore, os vírus podem ser categorizados em sete grupos distintos conforme seu tipo de genoma e forma de replicação. O MPXV, diferentemente do vírus da varíola humana, possui mais genes, o que favorece sua entrada nas células e dificulta a ação do sistema imunológico.
Estudos apontam que a cepa do surto de 2022 acumula cerca de 40 mutações adicionais em comparação ao vírus identificado em 2017. Ainda não há compreensão completa sobre os impactos dessas alterações, mas elas reforçam a necessidade de vigilância genômica.
A doença tem um período de incubação que varia de 5 a 21 dias. A transmissão pode ocorrer de forma zoonótica (animal para humano) por meio do contato com sangue, secreções ou feridas de animais infectados ou entre humanos, especialmente durante o estágio inicial da erupção cutânea até que todas as crostas se desprendam.
O quadro clínico é dividido em duas fases: a de invasão, com duração de até cinco dias e sintomas como febre, cefaleia intensa, linfadenopatia (inchaço dos gânglios linfáticos), dores musculares e fadiga intensa; e a fase de erupção cutânea, que geralmente surge entre o 1º e o 5º dia após o início da febre. As lesões surgem inicialmente no rosto e podem se espalhar por todo o corpo, com duração total da doença variando de duas a quatro semanas.
Entre os sinais de gravidade que indicam a necessidade de hospitalização estão: sepse, infecções secundárias das erupções cutâneas, lesões extensas em mucosas (oral, anal ou retal), confusão mental, dificuldade respiratória, disfagia, desidratação e acometimento de mais de 10% da superfície corporal com lesões coalescentes.
Essas informações integram o e-book organizado por docentes e alunos do Centro Universitário Fametro, como parte do Programa produzir e publicar. Lançado em 2020 durante o isolamento social da pandemia de Covid-19, o projeto busca democratizar o acesso à produção científica, estimulando a publicação de artigos, capítulos de livros e resultados de atividades acadêmicas vinculadas ao Programa Institucional de Articulação entre Pesquisa, Ensino, Extensão e Responsabilidade Social (PAPEERI).
O conteúdo completo pode ser acessado em:
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