O mês de março começa com um significado especial. Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o Centro Universitário Fametro lança a série “Mulheres que Movimentam a Educação”, uma sequência de entrevistas que evidencia a força, o protagonismo e a contribuição de mulheres docentes que constroem diariamente a história da instituição.
A primeira entrevistada da série é a professora Andrezza Barbosa, docente desde 2022, arquiteta e urbanista formada pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e mestre em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Na Fametro, ministra disciplinas como Conforto Ambiental, Metodologia de Projeto Arquitetônico e Urbanístico, TCC I e II, Projeto de Interiores, Desenho Técnico, Estudos Sociais e Ambientais, Desenho Universal e Projeto Unifamiliar.
Educação que transforma vidas
Para Andrezza, a educação não é apenas discurso é experiência vivida.
“Venho de uma família com avós analfabetos e pais que estudaram até o ensino médio. Eu e meus irmãos somos os primeiros a acessar o ensino superior, e eu alcancei o nível de Mestrado. A educação mudou a minha vida”, afirma.
Segundo a docente, ainda na graduação percebeu que queria ir além de projetar espaços físicos. “Entendi que projetar lugares é também projetar possibilidades de vida. O projeto mais desafiador que eu gostaria de desenhar seriam planejamentos de vidas e estruturas de evolução na carreira. Ser professora fazia parte da minha missão profissional.”
Ela destaca que a arquitetura e o urbanismo refletem o modo de pensar de uma sociedade em determinado tempo histórico. Para ela, transferir essa compreensão aos alunos significa ajudá-los a materializar sonhos e construir trajetórias sólidas.
Representatividade e exemplo
Na visão da professora, a principal contribuição da mulher docente está na representatividade e no exemplo.
“Muitos já ouviram que a palavra convence, mas o exemplo arrasta. Ser professora na Fametro é ser ferramenta de exemplo, especialmente para as mulheres, reforçando que, apesar dos inúmeros desafios que enfrentamos, podemos alcançar patamares até maiores do que imaginamos.”
Para Andrezza, o ensino superior é um divisor de águas na construção da autonomia e do protagonismo feminino.


