Com a chegada de março e as reflexões em torno do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o Grupo Fametro realiza ao longo de todo o mês a série especial “Mulheres que Movimentam a Educação”. A iniciativa reúne entrevistas que destacam a força, a dedicação e o protagonismo de mulheres que contribuem diariamente para a formação de novas gerações e para o desenvolvimento da educação na instituição.
A sexta entrevistada da série é a professora Rônima Martins, que completa dois anos de atuação na instituição no próximo dia 18 de março. Formada em Administração e Pedagogia, possui especialização em Docência do Ensino Superior, Psicopedagogia Institucional e Educação Inclusiva, além de MBAs em Desenvolvimento Humano e Psicologia Positiva, Gestão de Projetos e Marketing do Clássico ao Digital. Atualmente, ministra a disciplina Práticas Pedagógicas IV – Pedagogia nas Empresas.
Educação como instrumento de transformação
A trajetória da docente é marcada por desafios e superação. Segundo ela, sua história se assemelha à de muitas mulheres que precisam conciliar trabalho, maternidade e estudo para transformar a própria realidade.
“Concluí o ensino médio após os 20 anos e iniciei o ensino superior somente depois dos 35, no curso de Administração. Posteriormente, fiz especializações, atuei como psicopedagoga e concluí Pedagogia. Esse percurso exigiu renúncias, disciplina e visão de longo prazo”, relata.
Para a professora, a educação foi o elemento central dessa mudança. “A educação quebrou um ciclo de dependência e me deu poder de escolha. Mais do que um diploma, ela proporcionou autonomia financeira, mobilidade profissional e consciência estratégica”, afirma.
O papel da mulher docente
Na visão de Rônima Martins, a presença feminina na docência representa muito mais do que a transmissão de conhecimento. Trata-se também de construir referências e ampliar possibilidades para outras mulheres.
Inspirada na escritora Cora Coralina, ela destaca que ensinar também é um processo de aprendizado contínuo. “A mulher docente materializa diariamente a ideia de que ensinar é também aprender. Ao ocupar o espaço acadêmico com preparo, consistência e ética, ela rompe barreiras históricas e amplia caminhos para outras mulheres”, explica.
Segundo a professora, dentro da Fametro essa contribuição se manifesta não apenas na sala de aula, mas também na postura profissional e na liderança que inspira os alunos.
Protagonismo se constrói
Ao falar com as futuras profissionais que hoje estão nos cursos da instituição, Rônima deixa uma mensagem direta: o protagonismo não nasce de cargos, mas de escolhas e preparação.
“Protagonismo não é um cargo, é uma construção. Ele começa na formação, nas decisões diárias e na disposição de ir além do mínimo exigido”, afirma.
A docente reforça ainda a importância da qualificação contínua, do desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais e da construção de redes profissionais.
“Não esperem validação externa para avançar. Preparem-se, posicionem-se e assumam o controle da própria trajetória. Quem investe no próprio desenvolvimento amplia suas oportunidades e ocupa espaços com legitimidade”, conclui.
A série “Mulheres que Movimentam a Educação” segue ao longo do mês de março, reunindo histórias de mulheres que ajudam a transformar vidas por meio da educação.

