[vc_row][vc_column][vc_column_text]Enquanto o mês de outubro foi marcado pela campanha a prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama, novembro tornou-se o mês direcionado à saúde do homem e ao combate ao câncer de próstata. Essa campanha, chamada “novembro azul”, originou-se em Melbourne, na Austrália, em 2003, e chegou no Brasil em 2008.
O câncer de próstata é uma doença que, todos os anos, acomete milhares de brasileiros e, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer, é a segunda causa de morte por câncer no país entre os homens.
Quando o diagnóstico é precoce, o tratamento se torna menos agressivo e as chances de cura são muito boas, entretanto, quando ocorre um diagnóstico tardio, os impactos na vida do indivíduo podem ser devastadores, reduzindo bastante as chances de recuperação. Estudos afirmam que, em 25% dos casos diagnosticados, o paciente vai a óbito e muitos desses casos ocorre devido a um diagnóstico tardio.
O homem deve iniciar o acompanhamento da próstata a partir dos 50 anos, entretanto, caso haja algum caso dessa doença na família, especialistas orientam que o acompanhamento inicie aos 45 anos.
Apesar de vivermos em uma sociedade em que os homens estão mais vaidosos, cuidando do seu corpo e aparência, os exames de prevenção ao câncer de próstata ainda são evitados por muitos brasileiros e normalmente esse comportamento está ligado a questões culturais.
De forma geral, o homem procura menos o atendimento médico em relação à mulher. Quanto ao exame de próstata, parte dos homens não procuram acompanhamento devido à falta de informações sobre a doença, mas muitos brasileiros não procuram um médico por preconceito.
Estudos indicam que o exame de toque retal é constrangedor para o homem, pois se sente invadido e que tal exame colocará em questão a sua masculinidade e virilidade. Esse comportamento preconceituoso é mais presente em idosos devido a uma postura mais conservadora o que não é bom, pois as chances de desenvolver o câncer de próstata aumenta com o avançar da idade.
Os sintomas dessa patologia são muito desagradáveis, impactando na vida do indivíduo.
Entre os impactos causados pode-se destacar a incontinência urinária e a disfunção erétil. Além do problema biológico, os distúrbios podem causar um prejuízo emocional ao paciente, desencadeando transtornos depressivos e/ou ansiosos.
Diante disso, faz-se necessário que haja uma mobilização da sociedade e dos profissionais de saúde para sensibilizar àqueles que já se encontram em uma idade que necessitem do acompanhamento médico para a importância da realização desses exames que podem contribuir para a manutenção da sua saúde físico e mental.
Para aqueles homens mais resistentes, uma opção é levar esse indivíduo a um profissional da saúde para que sejam esclarecidas dúvidas e desconstruídos preconceitos quanto aos procedimentos e sintomas do exame, bem como alertar quanto a possíveis consequências da não realização do acompanhamento periódico. Afinal é bom que se esclareça que “se existe algo que possa retirar a “virilidade” de um homem não é a realização do exame de próstata, mas o diagnóstico de câncer de próstata tardio”.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/4″][mk_image src=”https://noticias.fametro.edu.br/wp-content/uploads/2020/10/1.png” image_width=”250″ image_height=”250″][/vc_column][vc_column width=”3/4″][vc_column_text css=”.vc_custom_1603925955403{margin-bottom: 0px !important;}”]
O autor é mestre em Psicologia pela Ufam; pesquisador e professor da Fametro
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