A pesquisa acadêmica é um dos pilares da formação em saúde, abrindo portas para experiências que vão além da graduação. Além de contar pontos para provas de residência, a iniciação científica permite contato direto com pacientes, participação em setores específicos dos hospitais e contribuições para a produção de conhecimento.
Os acadêmicos de Medicina do Centro Universitário Fametro, Janderson Rodrigues e Bárbara Mattjie, junto à médica Janaína Castro, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), destacam a importância da pesquisa para a qualificação profissional.
“Faço pesquisa na Fundação de Medicina Tropical há quatro anos, por meio do PAIC. Com essa experiência, coordeno um projeto em parceria com a Universidade de Stanford sobre resistência do HIV à terapia antirretroviral no Brasil”, explica Janderson.
A pesquisa não é a única alternativa para fortalecer o currículo. Bárbara Mattjie, por exemplo, se prepara para um estágio em dermatologia na Universidade Técnica de Munique, um programa gratuito de dois meses. A conquista foi possível graças à construção sólida do seu currículo durante a graduação.
“Nosso objetivo vai além de pontuar para a residência. Queremos incentivar outros estudantes a aproveitarem as oportunidades disponíveis, muitas vezes desconhecidas, e a construírem uma trajetória acadêmica diferenciada”, concluem os acadêmicos.
O apoio institucional também faz a diferença. O reconhecimento de estágios e projetos pela coordenação do curso fortalece a credibilidade da instituição no cenário acadêmico.
Outro ponto essencial são as ligas acadêmicas, que proporcionam uma imersão prática em diversas especialidades. Alunos interessados em cirurgia, por exemplo, podem participar de uma liga específica da área, adquirindo experiências mais próximas do dia a dia profissional. Além disso, algumas provas de residência atribuem pontos à participação nessas ligas, tornando-as ainda mais relevantes para a qualificação curricular.
