Estudantes do curso de Medicina Veterinária da Fametro presenciaram uma programação especial nesta sexta-feira (9/9), com a palestra de Joselio Moura, presidente da Academia Brasileira de Medicina Veterinária (Abramvet). O evento foi alusivo ao Dia do Médico Veterinário, comemorado no dia 9 de setembro.
Natural de Jequié, no sudoeste da Bahia, Josélio Moura é um dos fundadores da Abramvet e ex-ministro de Estado da Integração Nacional. O tema de sua palestra foi “O Futuro do Exercício da Medicina Veterinária”.
“Hoje, os estudantes de Medicina Veterinária têm que se preparar para um mundo totalmente integrado e desenvolvido, estar a par das tecnologias e aprender diversas línguas, porque isso diferencia o profissional no mercado que pode trabalhar com outros países”, destacou.
Moura também mostrou aos alunos seus encontros com personalidades como Papa João Paulo II e também vencedores dos prêmios Nobel de Medicina, que tinham formação em medicina veterinária.
“Comemoramos esse dia porque no dia 9 de setembro, de 1963, foi assinado um decreto regulamentando a profissão pela primeira vez. Eu quero parabenizar todos nós esse dia e agradecer muito pelo convite para estar aqui no dia em que será fundada a Academia Amazonense de Medicina Veterinária, que é a elite da medicina veterinária do Estado”, declarou.

Programação
De acordo com a coordenadora de Medicina Veterinária, Marina Brolio, o Dia do Médico Veterinário é sempre marcado com palestras e eventos científicos na Fametro.
Antes do presidente da Abramvet, alunos tiveram uma palestra sobre saúde única. “É um tema muito importante, pois o médico veterinário sempre foi considerado um profissional da saúde, mas muito desvalorizado nessa área de atuação”, ressaltou Marina.
“Então, hoje, nós tivemos a professora Genevere falando sobre a atuação do médico veterinário em saúde única, que está muito evidência e é uma grande área de atuação”, complementou.
Sobre a presença de Joselio Moura, Marina também destacou a importância da Abramvet.
“O objetivo da Academia Brasileira e das Academias Regionais é fazer um registro, um acompanhamento do desenvolvimento, do crescimento da profissão, tanto no Brasil quanto nos estados, quanto nas regiões, já que nós somos muito grandes, nós somos um país muito extenso e as realidades são muito diferentes de uma região para outra. Através das academias existe o objetivo de fazer uma produção científica sobre a atuação do médico veterinário”, explicou.
Mais um convidado ilustre participou da programação na manhã desta sexta-feira (9/9), Aimberê Freitas, Vice-Diretor de Biblioteca e do Museu da Abramvet e um dos fundadores do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Amazonas (CRMV-AM).
“Eu conheço a medicina veterinária do amazonas há 52 anos, quando aqui tinha meia dúzia de veterinários, não havia conselho regional, portanto, hoje, chegar aqui e ver que os veterinários novos se organizaram a ponto de criarem uma academia é um avanço muito forte para o Amazonas”, disse.
“A instalação de uma academia significa dizer que os veterinários de hoje e os que estão se formando, porque hoje encontram respaldo técnico e científico e cultural que não havia no passado, eu fico muito satisfeito de ter iniciado esse processo 50 anos atrás”, ressaltou.
Academia
Ainda na noite de sexta-feira (9/9), a coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Fametro, Marina Brolio, vai participar da fundação da Academia de Medicina Veterinária do Amazonas (Amevam), em cerimônia que ocorrerá às 19h, no Centro Cultural Palácio Rio Negro, na Avenida Sete de Setembro, 1546, no Centro Histórico de Manaus.
“Em 4 de abril houve um convite, através do diário oficial, do Conselho de Medicina Veterinária do Amazonas para os médicos veterinários participarem de uma primeira reunião para determinação sobre a fundação da Academia no Amazonas e, para minha surpresa, quando cheguei lá o vice-presidente do conselho, Dr. Augusto Mena me convidou para ser membro fundadora”, disse.
“Isso se deve muito em parte ao cargo que eu ocupo aqui na Fametro, à coordenação do curso de Medicina Veterinária. Eu comecei esse curso do zero em 2016, com total apoio doutora Maria do Carmo e da professora Cinara Cardoso e realmente montei um time muito bom. Conseguimos criar um curso diferenciado e isso reflete na qualidade dos profissionais que nós mandamos pro mercado e no reconhecimento profissional que eu obtive”, afirmou a coordenadora.
