Em um cenário marcado pela rapidez da informação e pela expansão do ensino jurídico no ambiente digital, o domínio da língua portuguesa tem se tornado uma competência cada vez mais essencial para profissionais do Direito. Na última quinta-feira (12), o jurista e professor Eduardo Sabbag, docente do Centro Universitário Fametro, destacou a importância das habilidades de escrita e comunicação na formação de futuros operadores do Direito.
Durante a entrevista, Sabbag ressaltou que o exercício das carreiras jurídicas exige domínio da linguagem tanto na produção de textos quanto na argumentação oral.
“Não há como você ser um juiz sem trabalhar com o texto escrito e o texto na oralidade”, afirmou.
Reconhecido nacionalmente, Eduardo Sabbag é doutor em Direito Tributário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e construiu uma carreira consolidada como professor, jurista e autor de obras jurídicas amplamente utilizadas por estudantes e candidatos a concursos públicos. Seus livros se destacam pela linguagem didática e organização sistemática dos conteúdos, contribuindo para a formação de milhares de profissionais da área.
Ensino jurídico e transformações digitais
Ao longo de sua trajetória, Sabbag também acompanhou as transformações nas formas de ensino jurídico, especialmente com o avanço das tecnologias educacionais e das plataformas digitais.
Segundo o professor, o ensino do Direito passou por diferentes fases ao longo das últimas décadas. Inicialmente, o modelo era exclusivamente presencial, mas novas formas de transmissão do conhecimento surgiram com o avanço da tecnologia.
“No passado, só se estudava Direito presencialmente. Depois surgiu o ensino via satélite, em que o professor ficava em um local e os alunos em salas espalhadas pelo Brasil. Foi a primeira vez que muitos estudantes tiveram contato com um ensino remoto”, relembrou.
Comunicação rápida e qualidade do conhecimento
Ao comentar o impacto da comunicação digital na educação jurídica, Sabbag destacou que a velocidade da informação exige cuidado redobrado com a qualidade do conteúdo produzido.
“É fundamental que essa velocidade e a necessidade de concisão sejam conciliadas com a qualidade daquilo que se exterioriza”, afirmou.
Para o professor, embora a comunicação contemporânea seja marcada pela rapidez, o conhecimento jurídico exige profundidade, reflexão e compreensão gradual.
“A velocidade pode ser perniciosa quando prejudica a integralidade do conhecimento. Por isso, é importante deter-se, buscar compreender de forma paulatina. O conhecimento exige calma, serenidade e um passo de cada vez”, concluiu.
Repórter: Alisson Endril
Texto: Ana Lis
Imagens: Paulo Henrique/Alisson Endril

