A quiropraxia é uma profissão na área de saúde, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que se dedica ao diagnóstico, tratamento e prevenção de problemas do sistema neuro-músculo-esquelético, segundo a Associação Brasileira de Quiropraxia (ABQ).
No tratamento quiroprático se utilizam técnicas com procedimentos manuais e/ou instrumentais para ajustar a coluna vertebral e outras articulações, a fim de aliviar dores, reduzir o risco de lesões e melhorar a função do corpo.
A profissão surgiu nos Estados Unidos, em 1895, onde hoje é a terceira maior profissão da área da saúde. No Brasil, embora já houvesse alguns profissionais atuando formados em instituições do exterior, a profissão começou a se desenvolver em 1992 com a criação da associação brasileira, reconhecida e filiada pela Federação Mundial de Quiropraxia (WFC). A ABQ tem cerca de 1.210 associados distribuídos entre os vários estados do Brasil e 800 estudantes matriculados nas escolas.
Para ser um quiropraxista com a responsabilidade de diagnosticar e prescrever tratamentos, é necessário submeter-se a uma rigorosa formação de nível superior. A quiropraxia é, portanto, um curso de nível universitário com duração entre quatro a seis anos. O currículo consiste em uma extensa educação em ciências médicas, métodos diagnósticos e prática clínica. A Fametro é a única Instituição de Ensino Superior (IES) da Região Norte do país a oferecer o curso de graduação em Quiropraxia.
O professor do curso de Quiropraxia, Regis Cabral, explica que o profissional realiza análises diagnósticas das disfunções neuro-músculo-esqueléticas, que interferem no sistema nervoso central. “A correção das disfunções mecânicas, promovem uma remodelação estrutural, que dentre as consequência, podemos obter uma alteração no limiar de dor, confortando o paciente e aumentando a mobilidade articular”, afirma
De acordo com o professor, a área da Quiropraxia entende que a dor é um sinal do corpo nos alertando que existe algo errado. Estudos publicados na revista internacional, Spine, comprovam que o ajuste quiroprático reduz os níveis de cortisol, proporcionando o aumento da tríade melatonina, serotonina e endorfina, hormônios e neurotransmissores que ajudam na sensação de bem-estar e prazer do corpo.
“Diferente das abordagens mais tradicionais da área da saúde, a quiropraxia busca tratar o problema que origina o sintoma doloroso. Este sintoma surge da disfunção biomecânica, a qual gera reações bioquímicas, que por consequência irritam as terminações nervosas, levando a disparar os sensores de dor, o que coloca a Quiropraxia no topo das profissões mais procuradas para o auxílio de casos de dor crônica. “, ressalta.
Além disso, pesquisas demonstram como benefício dos pacientes que recorrem à quiropraxia, uma menor taxa de utilização de medicamentos, tornando-a uma alternativa segura e eficaz ao excesso do uso de medicamentos para a dor, que podem ter efeitos colaterais indesejados. Ela também pode ser utilizada em conjunto com outras terapias para tratar dores crônicas, como dores de cabeça, fibromialgia e artrite.
“Os maiores benefícios da atuação quiroprática para as dores articulares, seja ela qual for a região, está em uma abordagem biomecânica, preventiva e não invasiva que potencializa os sistemas, sem reações colaterais”, destaca o professor Regis.
