Acadêmicos do segundo período de Engenharia de Software do Centro Universitário Fametro conquistaram o 2º lugar na segunda edição do Desafio Saul Benchimol, realizado na última terça-feira (02). A competição, voltada exclusivamente para universitários da Região Norte, desafia jovens talentos a criar soluções inovadoras com Inteligência Artificial para problemas reais da Amazônia. A iniciativa premia projetos que unem tecnologia, criatividade e impacto socioambiental, com equipes de 3 a 4 integrantes e premiações de até R$ 5 mil.
Os estudantes Fernando Lima, Douglas Soares e Murilo Camurça representaram a Fametro sob orientação dos professores Alexsand F. de Souza e Jaqueline Pinheiro, que acompanhou a apresentação no evento. A equipe se destacou com o projeto Bio Semente, uma proposta ousada que utiliza IA para prever a capacidade de regeneração de áreas degradadas na Amazônia.
Bio Semente: a IA que pensa como um biólogo
O ponto de partida do projeto é uma questão pouco comentada: o que acontece depois que a fumaça dos incêndios some? O Brasil possui milhões de hectares degradados aguardando recuperação, mas os recursos para reflorestamento são escassos e, muitas vezes, usados de forma ineficiente.
O Bio Semente nasce para resolver esse problema.
A solução utiliza inteligência artificial preditiva de sucessão ecológica, cruzando terabytes de dados, imagens de satélite históricas, intensidade de fogo, variáveis climáticas, para responder a uma pergunta crucial:
“Se nada for feito aqui, a floresta volta sozinha?”
O grande diferencial é que a IA não observa apenas o foco de desmatamento. Ela analisa tudo ao redor:
- Há floresta saudável por perto capaz de dispersar sementes?
- O solo ainda tem condições de recuperação?
- O regime de chuvas favorece o rebrote?
A equipe desenvolveu um modelo baseado em redes neurais convolucionais e séries temporais, capazes de identificar padrões invisíveis ao olho humano e apontar, com precisão:
- Áreas vermelhas, onde o solo caminha para a desertificação e precisam de plantio urgente;
- Áreas verdes, onde a natureza tem força para se regenerar sozinha.
Essa precisão evita desperdício de recursos e otimiza investimentos de ONGs e governos, direcionando esforços exatamente onde o impacto é maior.
Muito além da tecnologia
O projeto Bio Semente vai além da inovação técnica: ele oferece uma ferramenta estratégica para salvar ecossistemas inteiros, permitindo intervenções rápidas, baratas e eficazes.
Como reforça a equipe, “o Bio Semente não é só tecnologia; é dar à floresta a chance exata que ela precisa para renascer.”
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