No período de 06 a 08 de Novembro o Ceuni-Fametro realizou a 3ª edição do Congresso Científico da FAMETRO – CONCIFA, que neste ano teve como tema: “Pesquisa e Educação: Novas Perspectivas para o Mercado de Trabalho”. A programação incluiu uma série de atividades como palestras, workshops, exposição de
banners e apresentação de trabalhos de conclusão de curso. Além da participação de professores e estudantes de vários cursos da Instituição, o evento contou com a presença de diversos palestrantes convidados para conversar com os acadêmicos sobre projetos de iniciação científica.

O diretor técnico-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas – FAPEAM, Dércio Luiz Reis, participou do evento com a palestra “Fomentos para pesquisa no Amazonas”. Reis explica a importância do Concifa para os acadêmicos: “Levar informação é fundamental para todo mundo. Hoje a ciência pode contribuir na vida de cada um quando ela leva a você o conhecimento dos métodos, como chegar a um resultado e como buscar informação, isso é fundamental para a vida de qualquer profissional”. Para ele, eventos como o CONCIFA contribuem para facilitar o acesso a informações que permitem aprimorar o nosso capital de conhecimento para participar de projetos no futuro. Reis Elogiou o Centro Universitário ao produzir o evento. “Muito bem organizado, é a segunda vez que participo, e eu acho que é importante que o aluno entenda que esse é um dia que ele tem a possibilidade de receber muito mais informações de uma forma rápida e efetiva”
O Doutor em Ciências e professor adjunto da Ufam, Lúcio Fernandes Ferreira, trouxe para os universitários a palestra sobre pesquisa científica e método lógico, mostrando a importância que o aluno deve dar a sua formação acadêmica e profissional. Ele conta sobre a importância de um evento relacionado a iniciação cientifica para comunidade acadêmica: “é uma iniciativa brilhante para que possa permitir aos alunos conhecerem um pouco mais a pesquisa científica e ver as possibilidades de inserção neste meio.” Ferreira acredita que com o CONCIFA os alunos vão se empolgar para produzir projetos de iniciação científica. “A gente espera que de alguma forma, com a nossa presença no evento, algo fique na cabeça dos alunos e a partir dai esse ‘algo’ possa se tornar mais concreto”.
Josielem Leandro, acadêmica do 3° período de arquitetura e urbanismo, participou do evento e explica que é importante a iniciativa cientifica pelo fato de estimular os alunos a produzirem conhecimento: “essa produção de conhecimento que mais tarde vai gerar renda, porque os alunos ao produzirem pesquisas eles vão levar isso a população. Porque a ciência desde o início ela soluciona problemas, e são essas soluções que vão gerar renda e emprego, como também as inovações tecnológicas”. Ela também já participou de projetos de iniciação cientifica envolvendo a natura da região amazônica.
Para Luiz Eduardo Rodrigues, mestre em nutrição, que ministrou a palestra “Relação do consumo de alimentos ultraprocessados e a expressão de marcadores pró- inflamatórios em escolares”, com o CONCIFA os alunos vão se empenhar mais na procura de pesquisa, procurar institutos que possam financiar essas ideias. Segundo Rodrigues, “são importantes todos os tipos de estudo para uma gama de profissões, aqui por exemplo, tivemos nutrição, farmácia, arquitetura e engenharia, todas em um só pensamento na questão da pesquisa. Isso vai levando não só a região norte, mas isso vai cooperando com o Brasil, o tornando um grande país em relação as pesquisas”. A coordenadora do evento, Dra. Suelania Figueiredo, explica que o objetivo do congresso científico é apresentar ao corpo discente a importância da iniciação cientifica com um dos eixos que fazem parte do tripé ensino, pesquisa e extensão. “Os nossos alunos tem mostrado cada vez mais interesse pela iniciação cientifica, tivemos nesse ano em torno de 22 projetos sendo desenvolvidos na coordenação de pesquisa. O resultado é bem positivo porque o aluno consegue enxergar, ampliar e aprofundar a sua visão com relação ao mundo das ciências”, destacou. Para ela é muito gratificante ouvir o depoimento do aluno antes de entrar na iniciação cientifica e ao final do projeto. “Ele consegue mostrar maturidade, senso crítico, se colocar como autônomo na construção do seu conhecimento. Quando o professor em sala de aula ministra uma aula, ele apresenta o conteúdo para o aluno, e o aluno de acordo com seu interesse, com a sua disponibilidade e carga emocional, ele vai aprender melhor. O conhecimento não se constroi sozinho, mas é uma parceria entre professor e aluno”, finaliza.
Lucas Xavier de Andrade
Acadêmico do 4º período do curso de jornalismo