Você sabe o que representa o dia 05 de setembro?
No dia 05 de setembro é celebrada a elevação do estado à categoria de Província, que significa a divisão regional ou administrativa, como eram chamadas as divisões administrativas no segundo reinado do Brasil, entre 1840 e 1889. Esta data representa a autonomia dos amazonenses, que poderiam crescer sem estar sujeito ao controle autoritário do governo do Pará e suas elites, e a garantia da soberania do império brasileiro em terras distantes e quase ignoradas, contudo, cobiçadas por outras nações.
Como foi o início dos estados deixando de ser capitanias?
Nesta época, o Amazonas tinha aspiração a uma posição de maior destaque no cenário nacional, mas sempre encontrava empecilhos na administração do Grão-Pará. O Pará aderiu a independência do Brasil em 15 de agosto de 1823, todavia a notícia chegou à Capitania do Rio Negro três meses depois, em 9 de novembro, sendo jurada fidelidade a D. Pedro I no dia 22. Por este motivo, uma junta governativa administraria o Rio Negro até 25 quando este foi incorporado ao Grão-Pará na condição de comarca.
Mas quando o Amazonas se tornou independente? E o que aconteceu depois?
Após um longo período de luta no Amazonas, em 5 de setembro de 1850, o Amazonas se tornou politicamente independente. Assim como a transferência definitiva da Capitania de São José do rio Negro (AM), Maruá (conhecido agora como Barcelos), Barra (Manaus), em 1804.
Ela começou a mudar de feição, onde dados da época indicam existência de uma praça, 16 ruas, 243 casas e cerca de 3 mil habitantes. O progresso começa a chegar a partir da implantação da navegação comercial a vapor, inicialmente restrito a navios brasileiros e das repúblicas vizinhas. Porém, o maior marco desse processo foi a viagem do vapor de Marajó, de propriedade da Companhia de Navegação do Amazonas (do barão de Mauá) em 1853, essa linha era regular entre a cidade da Barra e Belém que durava em torno de 10 dias.
Quais as personalidades do Amazonas naquela época?
Uma das pessoas que mais lutaram pela elevação do Amazonas foi João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, nomeado por D. Pedro II em 1851. Bastante doente, foi exonerado, morrendo em Belém no dia 19 de janeiro de 1861 e em sua homenagem foi erguida uma estátua na Praça da Saudade. Ainda se destaca Dom Romualdo Antônio de Seixas, deputado e bispo católico que defendeu por diversas vezes a autonomia em discursos na tribuna da Assembleia Geral do Império. Além desses, pode ser incluído também o apoiador de Tenreiro Aranha foi Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, que prestou grande contribuição à indústria local e do país.
O que ocorreu na era da borracha?
No período de 1850 e 1910, a grande procura pela borracha atraiu imigrantes e povoados do Nordeste para a capital, onde sofreu transformações na infraestrutura e demografia. Assim foram construídos os primeiros sistemas de telefonias, bondes elétricos, saneamento básico mais desenvolvido e um porto flutuante. Depois da queda pela demanda da borracha, o estado sofreu um déficit econômico que só seria novamente estabilizado por volta da década de 1950, com investimentos do Governo Federal. Em 1967, foi criada a Zona Franca de Manaus, que deu impulso à entrada de industrias na região.
Setor de Comunicação – FAMETRO
Gustavo Sanpi
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Ótima