Com debates cada vez mais voltados à saúde mental em diferentes contextos sociais e culturais, acadêmicos do curso de Psicologia do Centro Universitário Fametro participaram, no último sábado (23), de uma visita técnica à Aldeia Cipiá, em Manaus. A atividade integrou a disciplina de Aspectos Psicossociais e Culturais da Amazônia e reuniu 181 estudantes em uma experiência de campo voltada à compreensão das realidades amazônicas.
A ação faz parte de um projeto implantado após a reformulação da matriz curricular do curso, realizada entre 2024 e 2025, com foco em fortalecer uma formação mais regionalizada e conectada às necessidades sociais da Amazônia.
Durante a visita, os acadêmicos tiveram contato direto com aspectos culturais, sociais e comunitários da região, ampliando o olhar sobre a atuação da Psicologia para além dos espaços tradicionais de atendimento clínico.
Segundo o coordenador do curso de Psicologia da Fametro, professor Wenderson, a proposta busca aproximar os estudantes das vivências amazônicas e estimular uma formação mais humanizada e social.
“A Psicologia já saiu daquele ambiente restrito de consultório. Hoje, o profissional precisa compreender diferentes contextos sociais e culturais. A proposta é fazer o aluno enxergar a Amazônia na prática, conhecer as comunidades, o contato com o rio, com a floresta e entender que a saúde mental também está presente nesses espaços”, destacou.
De acordo com o coordenador, a Fametro desenvolve uma abordagem prática voltada às especificidades regionais dentro da formação em Psicologia.
“A formação precisa dialogar com a realidade amazônica. É importante que os futuros profissionais compreendam as vivências dos povos da floresta, comunidades ribeirinhas e diferentes contextos sociais presentes na nossa região”, afirmou.
A atividade, inicialmente vinculada aos alunos do primeiro período, foi ampliada para estudantes de outros períodos devido ao interesse crescente nas experiências de campo promovidas pelo curso.
Além da Aldeia Cipiá, o projeto prevê novas visitas técnicas nos próximos semestres em espaços históricos, culturais e comunitários da Amazônia, reforçando uma formação acadêmica conectada à realidade regional.
Para os estudantes, a experiência também proporcionou reflexões sobre o papel social da Psicologia e a importância da escuta e do cuidado em diferentes modos de vida presentes na Amazônia.

