A formação prática e o contato direto com a realidade das comunidades estiveram no centro do Workshop de Práticas Médicas realizado na última segunda-feira (25), com acadêmicos do 3º período do curso de Medicina. A atividade reuniu estudos de caso e relatos de experiências vivenciadas pelos estudantes durante atendimentos e acompanhamentos realizados na atenção básica em saúde.
O encontro integra a disciplina de Interação em Saúde na Comunidade (IESC), componente curricular que acompanha os acadêmicos ao longo da graduação e busca aproximar os futuros médicos das realidades sociais, epidemiológicas e humanas encontradas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Durante o workshop, os estudantes apresentaram experiências relacionadas ao raciocínio clínico, acompanhamento de pacientes, epidemiologia e atendimento humanizado, promovendo discussões sobre os desafios enfrentados diariamente na saúde pública.
Segundo a professora responsável pela disciplina, Suzanne Lima, a proposta da atividade é transformar as experiências de campo em momentos de reflexão acadêmica e desenvolvimento profissional.
“Os alunos trazem essas vivências do campo para que possamos trabalhar juntamente com as equipes, reunindo os relatos e situações vivenciadas nas Unidades Básicas de Saúde. O objetivo é desenvolver o raciocínio clínico e compreender melhor as necessidades da comunidade”, explicou.
Entre os trabalhos apresentados, o acadêmico Enzo Pessoa compartilhou um estudo de caso acompanhado na Atenção Primária à Saúde envolvendo um paciente com múltiplas demandas clínicas, incluindo alterações cardíacas, pulmonares, geriátricas, oftalmológicas e neurológicas.
“O paciente apresentava histórico de diabetes, hipertensão arterial, catarata e também havia passado por uma lobectomia, procedimento que reduz parte da capacidade respiratória e pode trazer impactos cardíacos”, relatou o estudante.


Outro destaque foi o trabalho desenvolvido pelo acadêmico Ciro Azevedo, integrante da Atlética de Medicina, que abordou doenças psicossomáticas em idosos observadas durante experiências em uma Unidade de Cuidados da Família (UCF).
“Muito se fala sobre saúde mental em jovens e adultos, principalmente ligada ao trabalho, mas pouco se discute sobre os idosos, que muitas vezes vieram de uma geração que não tinha esse cuidado emocional. O mais importante do IESC é conhecer diferentes realidades e aprender a ajudar essas pessoas de forma mais humana”, destacou.


A atividade reforçou a importância da integração entre teoria e prática na formação médica, aproximando os estudantes das demandas reais da população e fortalecendo uma visão mais humanizada da profissão.

