Os nossos alunos do 4º período de Jornalismo noturno produziram uma atividade em sala de aula com foco no Dia Internacional da Mulher, na disciplina Técnicas de Locução, Produção e Apresentação em Rádio e TV, sob orientação da professora Eudóxia Pereira. A turma decidiu se vestir de preto como forma chamar a atenção contra o feminicídio. Foi desenvolvido um texto com propósito de conscientizar as pessoas sobre o verdadeiro sentido do dia 08 de março. Confere aí!
“Aquela menina que te disse não e você achou que era frescura, a sarrada no ônibus que já está virando rotina, o medo de sair sozinha a noite, a angústia do olhar maldoso, são coisas que fazem parte do dia a dia de uma mulher, mas que fazem muita diferença nas estatísticas. A cada dois minutos, cinco mulheres são espancadas. A cada onze minutos, uma mulher é estuprada. A cada uma hora, 593 mulheres são vítimas de agressão. A cada duas horas, uma mulher é assassinada.
As mulheres vêm tentando mudar essa realidade a muito tempo. Desde o século XIX, essa luta vem ganhando força e nos dias de hoje tem crescido cada vez mais.
A mulher foi historicamente considerada como o lado fraco das relações. Mas o que você considera ser fraco? As emoções expostas, às vezes sem motivos, a delicadeza nos gestos, a forma doce de falar. Isso não é sinônimo de fraqueza. É ser verdadeiro, é ter empatia além dos limites. O que seria de nós sem aquele abraço materno que acolhe e acalma?
A sociedade sofreu grandes mudanças no decorrer dos séculos, mas uma delas ainda não se consolidou, não maturou. Antigamente a visão que a sociedade tinha sobre a mulher era que suas únicas tarefas deveriam ser: cuidar da casa, dos filhos e do marido. Mas elas são capazes de muito mais e provam isso todos os dias. Ainda assim não entendo porque seus esforços não são reconhecidos, porque sua força continua sendo diminuída.
Movimentos feministas e de empoderamento feminino vêm afirmando o lugar da mulher na sociedade.
Liberdade, independência e respeito são palavras que representam a mulher. A mãe. A filha. A esposa. A profissional. E o que mais ela quiser ser.”

Foto: Robson Adriano