Por: Helder Mourão
Professor de Jornalismo – Centro Universitário FAMETRO
NÃO HÁ DEMOCRACIA SEM IMPRENSA LIVRE!
Poucas profissões têm capítulos ou artigos próprios na Carta Magna de seus respectivos países. A Liberdade de Imprensa tem dispositivos na Constituição de vários países, inclusive o Brasil por meio do artigo 220.
Assim percebemos a importância de se ter uma imprensa livre. Faz parte do movimento democrático que hajam instituições e profissionais dedicados a fiscalizar a própria democracia e muitas vezes a si mesmos. Um país só se desenvolve plenamente se está munido de informação diversa, credível e que tenha compromisso e responsabilidade com o público. Se não há Liberdade de Imprensa há obscuridade, há ignorância e há corrupção.
Mas não bastam leis. É preciso que a Liberdade de Imprensa seja fato, seja direito e esteja profundamente arraigada na cultura de uma nação. Na classificação Mundial da Liberdade de Imprensa, produzida pela ONG Internacional Repórteres Sem Fronteiras, em 2019 o Brasil se encontra na posição 105, tendo caído três posições em relação a 2018. Segundo o Press Freedom Index o Brasil é considerado um país com “problemas visíveis”. Para a Freedom House, “um país parcialmente livre”.
Se por um lado é triste ver os índices, não apenas no Brasil, mas no mundo como um todo, por outro a Liberdade de Imprensa deve ser lembrada, comemorada como algo fundamental, discutida nas faculdades, entre amigos, nas ruas, nos bares e em todo lugar. Defender e difundir a Liberdade de Imprensa não é papel apenas de nós jornalistas e professores de jornalismo. É dever da sociedade, porque ela age por nós e para nós. Ela garante a informação e a verdade, e nenhum outro direito sobrevive sem ela.
“Nenhuma democracia sobrevive sem uma imprensa livre e nenhuma ditadura sobrevive com uma imprensa livre” – Jorge Pedro Sousa
