Um dia histórico para o Amazonas nesta quinta-feira (21), o Centro Universitário FAMETRO arrematou a Santa Casa de Misericórdia, pelo valor de R$ 9,3 milhões.
O leilão ocorreu nessa manhã, no Fórum Henoch Reis, determinado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM). Até o fim de 2020, o Hospital Universitário da FAMETRO deve ser implementado na Santa Casa de Misericórdia, o prédio histórico que será revitalizado e voltará a suas atividades hospitalares tão quistas em época áurea da cidade.
De acordo com a Reitora da FAMETRO, Maria do Carmo Seffair Lins de Albuquerque, o local deve ser restaurado, observando todos os critérios legais em função de ser um prédio histórico e tombado, para que funcione como hospital universitário dos cursos de saúde da instituição, oferecendo atendimento e serviços de maneira gratuita a população de Manaus.
“Vamos manter integralmente a fachada e resgatar o patrimônio histórico da cidade. A Santa Casa faz parte da história de muitos amazonenses, ela será nossa residência médica agora, abrigando acadêmicos e profissionais de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia e vários outros”, afirmou a Reitora.
Neste semestre, a FAMETRO tem cerca de 10 mil alunos, em diversas áreas da saúde, estudam em outros hospitais por meio de convênios. Segundo o Assessor Jurídico da FAMETRO, Pantoja Júnior, a instituição transformará a Santa Casa em um hospital universitário. “Nós queremos aproveitar a estrutura e a função social da casa, já tínhamos interesse em fazer um hospital, se não fosse na Santa Casa, seria em outro lugar. Vamos manter a proposta de hospital, analisar a estrutura e atender a sociedade”, afirmou o assessor.
PRÉDIO
O prédio estava fechado desde o ano de 2014. O hospital particular foi inaugurado em 1880, com recursos do governo, e possui 11 mil metros quadrados, sendo constituído por diversos edifícios. A Santa Casa está abandonada há mais de 15 anos, sem as telhas e o local é completamente invadido pelo sol e pelas chuvas, o que fez com que o piso de madeira do segundo andar fosse destruído, além das paredes, que estão tomadas por pichações.

O prédio principal e a capela são protegidos pelo tombamento, seja pelo Município de Manaus quanto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), ou seja, esses pontos não devem ser demolidos.
Assessoria de Comunicação – FAMETRO
