Batemos um papo com a Coordenadora do Curso de Medicina Veterinária, Marina Pandolphi Brolio, que destacou as visitas técnicasem que a Fametro é a única que leva os alunos com frequência às zonas rurais da cidade, urbanas e interiores próximos, através da disciplina Criação e Produção Animal, por exemplo.
O médico veterinário é um profissional dedicado a prevenir, controlar, erradicar e tratar doenças em animais, pesquisar e tratar doenças transmitidas pelos animais aos seres humanos, fiscalizar e controlar a qualidade de produtos de origem animal e muito mais. De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFVM), são mais de 80 áreas de atuação.

O curso de Medicina Veterinária forma profissionais capazes de intervir em diversos setores que interessam à saúde animal como a prevenção, controle, erradicação e tratamento de doenças em diversos animais; também há atuação em áreas de pesquisa em prevenção, tratamento e erradicação de doenças transmitidas pelos animais aos seres humanos; as zoonoses. Os médicos veterinários também são responsáveis por fiscalizar e controlar a qualidade de produtos de origem animal – desde o seu preparo até a chegada ao consumidor final. Esses profissionais possuem mais de 80 áreas de atuação reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária; estão presentes em laboratórios farmacêuticos, zoológicos, hospitais, fazendas e centros de produção de alimentos, entre outros.
Para a coordenadora do curso, Marina Brolio, o grande diferencial do curso de Medicina Veterinária da FAMETRO é que, além de um corpo docente muito qualificado, os alunos estão em constantes atividades práticas; desde o primeiro período do curso já existem visitas técnicas e outras ações com participação ativa dos alunos fora da sala de aula. Pensando no perfil generalista do curso; em 5 anos os alunos são apresentados às principais grandes áreas da profissão; e apesar das características geográficas e econômicas da região, que dificultam o desenvolvimento de algumas atividades; o curso é um dos poucos que efetivamente proporciona aos alunos visitas técnicas com grande frequência, de acordo com as demandas de cada período.

A coordenadora explica que há necessidade de convênios e bom relacionamento com as propriedades rurais e de criação animal na região; a docente explicou, por exemplo; que nos 5º e 6º períodos do curso existem as disciplinas de “Criação e Produção Animal I & II”, e que dentro de uma única disciplina são abordados tópicos de criação animal em diferentes espécies, como pequenos e grandes ruminantes, suínos, aves, equinos e coelhos, por exemplo; e cada espécie possui suas particularidades anatômicas e fisiológicas, o que faz com que cada uma tenha seu próprio sistema de criação e produção; e assim é essencial o contato dos alunos com essas propriedades para um processo de ensino e aprendizagem mais completo e eficaz.
De acordo com o objetivo da propriedade uma mesma espécie pode ser criada para abate ou produção, por exemplo, as aves poedeiras – criadas para botarem ovos, e as aves de corte, que irão para consumo; e essa finalidade muda todo o processo de criação e nutrição desses animais. “Dentro da realidade da região, nós buscamos as propriedades com sistema de criação e produção animal, estabelecemos parcerias e nos dedicamos muito para que os alunos façam as visitas; a colaboração dos docentes é essencial nesse processo; nosso objetivo é formar profissionais completos, capazes de atuar em qualquer área da profissão e região do país”, destacou.

Pensando ainda nas características da região, como diferencial do curso, a coordenadora enfatiza a disciplina de “Aquicultura da Amazônia”, que estuda e avalia os principais sistemas de criação de animais aquáticos na região amazônica, com potencial de desenvolvimento e sustentabilidade.
A coordenadora reforça que muitos associam o Médico Veterinário ao Médico do cão e do gato, dos “pets da família”; mas mesmo dentro da área de clínica médica de pequenos animais existem diversas áreas de especialização e atuação, como em medicina humana: “Hoje em dia o médico veterinário não pode mais ser um clínico geral, ele precisa se especializar, os tutores procuram profissionais completos para seus animais de companhia, por exemplo: dermatologistas, cardiologistas, oncologistas, e por aí vai”.
A coordenadora lembra que é crescente o número de tutores que adotam animais exóticos e silvestres como “pets”, e os alunos também são apresentados, durante o curso de graduação, às áreas de animais exóticos e silvestres.
Setor de Comunicação – Fametro
Gustavo Sanpi
