O gesso hospitalar é uma das técnicas mais antigas da ortopedia e desempenha um papel essencial na imobilização de fraturas e lesões musculoesqueléticas. Seu uso é fundamental para a estabilização e recuperação de pacientes, além de garantir a integridade estrutural dos ossos durante o processo de cicatrização.
O quinto período do curso de Medicina do Centro Universitário Fametro realizou uma aula prática sobre o tratamento provisório de lesões ortopédicas, supervisionada pelo professor Eduardo Abreu, ortopedista especialista em cirurgia do quadril.
“Todo paciente que sofre uma fratura, uma entorse ou mesmo uma contusão mais leve pode fazer uma imobilização com fins terapêuticos. Essa imobilização, com a tala gessada, é o início do tratamento provisório,” explicou o professor.
O gesso é feito de uma bandagem branca que não deve ficar em contato direto com a pele para evitar irritações. Primeiro, aplica-se uma malha tubular de algodão, seguida de algodão ortopédico, e só então o gesso é molhado e colocado. À medida que seca, o gesso torna-se mais leve do que quando estava molhado e leva de 2 a 3 dias para secar completamente.
Os alunos foram instruídos no passo a passo da imobilização, usando talas tipo bota e talas antibraquiais palmares, amplamente utilizadas em lesões nas pernas e braços, respectivamente. Apesar de ser o primeiro contato com o procedimento, os estudantes demonstraram habilidade na execução das técnicas.
“Apesar de ser o primeiro contato deles com o gesso, percebi que fizeram quase com 100% de eficácia. A partir dessa aula, eles precisam continuar praticando para melhorar cada vez mais”, avaliou o professor.
Com o tempo e a prática, a aplicação correta do gesso hospitalar pode levar à formação de excelentes profissionais na área de ortopedia, prontos para oferecer o melhor cuidado aos pacientes.

